domingo, 11 de dezembro de 2011

Meus ídolos envelheceram...



O tempo é algo incrível. 
Existem muitas frases feitas que vão dar conta de exemplificar isso muito bem.
 Mas nenhuma delas vai nos dar a sensação de estar sentindo o tempo passar.
O tempo que passa no relógio físico pendurado na parede.
O tempo de nossas lembranças de infância que perduram dentro de nós.
O tempo de quando minha mãe guardava os sabonetes que eu dava dentro das gavetas.
Podia ser qualquer sabonete, minha mãe os guardava como uma jóia.

Dias desses organizando meu baú de bagunças (todo mundo se não teve, tem um baú de bagunças) encontrei um sabonete todo enfeitado. Peguei-o e, como uma viagem, voltei ao lugar de minhas memórias do dia em que entreguei o presente a minha mãe, que abraçou-me e num beijo doce agradeceu. Depois cheirou demoradamente aquele sabonete cheio de enfeites, que tinha cravada a frase: Mãe, eu te amo!

De volta à realidade com olhos marejados, senti que o tempo havia passado e eu não tinha percebido. Comecei a lembrar dos meus amigos de vinte anos atrás.

Quantos eu ainda vejo? Quantos eu nunca mais vi? Muita história e pouco tempo para pensar nelas. (Um momento de pausa) A gente nem tinha tanta responsabilidade, mas vivíamos como se tivéssemos. Nos grupos, nos clubes, nas escola, na vida...
A vida passou, o tempo passou e a gente vai crescendo “quase sem querer”.
E por isso transcrevo o trecho dessa música, onde o saudoso Renato Russo diz:

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

E foi assim sem precisar provar nada para ninguém que eu, recentemente conquistei um sonho. A sensação de completude e satisfação é algo maravilhoso.
 Certamente o que conduziu-me até aqui é resultado desse processo de amor e amizade, curso natural da vida. Uma vida cheia de alegria, mas também cheia de luta. O gosto da vitória o tempo não apaga.

Mas e agora? Depois de olhar para trás e perceber isso: que passos seguir?

Primeiro: continuar tirando os sabonetes das gavetas.
Segundo: viver a vida intensamente, cada segundo, ao lado das pessoas que eu amo e que me amam.

Hoje eu tive a noção de que o tempo passou, meus ídolos já não fazem mais papéis de adolescentes, meus cabelos já estão ficando brancos...
Acho que eu estou amadurecendo... vivendo.

E você?
Eu lhe dou um conselho: aproveite sua vida.
Onde estão seus sabonetes?  
Viva sua vida! Agora!

Um beijo e até a próxima.
Edson Flávio