quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Felicidade necessária!

Olá meus queridos leitores!
Tudo bem?

Como é gostoso a gente ouvir das pessoas que elas estão bem. Estão tranqüilas. Estão felizes!
É isso mesmo que espero ouvir de cada um, pois está cada vez mais raro ouvir alguém dizer que está feliz ou que está bem.
Se ouvirmos a afirmação positiva, quase sempre, vem acompanhada por uma conjunção adversativa ou simplesmente colhemos a frase “Estou mais ou menos!” (Bom, penso cá com meus botões: ao menos uma parte está bem.)
Mas porque não se está bem de todo? Qual o nosso problema? Qual nossa insatisfação? Qual a nossa crise? Seria o homem da (pós)modernidade um ser infeliz? Qual nosso modelo de felicidade?
Queria muito, dileto receptor, ter as respostas. Mas creio que este texto não responde e, muito menos, tira-me de minha própria insônia nessa noite quente.
(Tomo mais um copo d’água e devoro numa só mordida o último bombom da caixa.)
Espero que minha saciedade e minha ansiedade possam me ajudar. Porém, algo contrário acontece, elas provocam-me porque não consigo ser sucinto o suficiente e, tampouco, criativo como das outras vezes (se é que o fui algum dia.)
E agora meu deus? Será que estou enfrentando uma crise de escrita? Será que não tenho mais aquela verve criativa das semanas passadas? Angustio-me na busca de(d)escrever a felicidade.
Declaro nesta madrugada quente: mesmo nessa solidão acompanhada, sinto-me feliz.

Posso não ter um texto que dê grandes explicações, mas tenho dentro de mim essa felicidade inquieta como a poesia que dança na copa das arvores de outono se preparando para o espetáculo vicejante da primavera.

Porque, queiram ou não, eu, assim como você, sou minha própria felicidade!
Não! Eu não posso esperar o outro para me fazer feliz! A felicidade do outro não me completa, não me preenche.
Podemos ser felizes juntos mas não posso esperar do outro oque é responsabilidade minha. Eu tenho que conseguir ser feliz com minhas próprias forcas, com meus gostos, com minha (in)consciência, na medida que eu consiga ser feliz.
Podemos somar felicidades! Mas nunca jogar no ombro dos outros esse fardo.
O esforço deverá ser só meu.
Tenho que ser feliz com minhas loucuras diárias, com minhas carências (des)medidas, com o muito ou com o pouco que conquistei.
Ser feliz não é estar safisfeito.
A paz não vem só da completude, até porque ninguém está completo sempre.
Mesmo por que, há também, grande felicidade na busca, no corre-corre, na (im)paciência e, de sobremaneira, na necessidade do algo mais.

E,principalmente, quando se quer, ser feliz cada vez mais e mais!

Depois de tudo isso, afetuoso interlocutor, desejo, um restinho de semana de muita busca e inquietação na procura dessa tal felicidade!

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pequenos notáveis

Caros leitores, nunca me senti tão ultrapassado!
Estes dias na presença de minha afilhada Laura Beatriz, fã confessa de Luan Santana, até porque nem tudo é perfeito, senti-me um padrinho atrasado e sem argumentos.
Logo eu que sempre me achei cheio de razão, fui desmontado facilmente com os argumentos dela diante das coisas.
Descobri que ela sempre tem uma resposta pronta.
E o que muitos chamam de teimosia eu vou chamar de opinião.
Ela sim tem sua opinião. E mesmo com 6 anos de idade uma opinião formada.
Não tô exagerando. Quem tem esses pequenos notáveis dentro de casa sabe muito bem do que eu estou falando.
O mundo ingênuo é um mundo que não existe mais. Pensamos que estes pequenos não compreendem o mundo que as rodeia.
De fato, muita coisa ainda necessita de nossa explicação, mas em um momento ou outro tenho a nítida sensação, quase uma certeza, que eles, essas crianças, são dotados de uma compreensão do mundo muito mais real do que a gente.
Eu não sei, e minha mãe não soube responder, se quando eu tinha essa idade eu era assim.
Eu me lembro bem de não ter o domínio de informática que minha afilhada tem. Nem do Orkut e MSN que não existiam, mas se existissem tenho certeza que eu não teria a habilidade que essa coisinha possui.
Eu, que até me considero um expert em computadores, não consigo desenhar com tanta destreza uma casinha no Paint. Coisa que ela faz em fração de minutos!
É meus caros... obsoletos somos nós!
Lembro-me também que meus ídolos eram cantores infantis. Os dela... melhor não comentar... ainda bem que em meio há tantas tentações musicais ela “curte” vez ou outra um Capital Inicial. Mas não vou elogiar muito seu gosto musical, até por que isso é muito pessoal e eu não sou o mais indicado (risos)
Seja no almoço, no cinema ou no parquinho, ela sempre tem razão.
Os porquês deram razões as afirmações. É por que é. Ou Não é, por que não é. E ponto!
Chega a ser lindo observar como dominam a retórica tão complexa para alguns adultos.
Seus dedinhos em riste, e seus olhares suplicantes de aceitação ou supremos diante de nossa surpresa abobalhada.
Nos fazemos de ignorantes para não refutarmos suas premissas. Outras vezes temos que corrigi-los mas acabamos cedendo diante de tanta argumentação.
É evidente que isso tudo é uma maneira romântica de ver a independência que essas crianças demonstram. E que apesar desses embates de opinião eles continuam a nos encantar com seus sorrisos, abraços e beijos com a admiração única que nos devotam.
Da necessidade de nosso carinho, de nossa atenção, e principalmente, de nossos cuidados.
E nesses dias de Independência do Brasil, é um bom dia para refletirmos que somos muito mais dependentes deles, do que eles de nós.

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio