quinta-feira, 22 de setembro de 2011

(con)viver com paz+ciência


Oi gente... antes de qualquer coisa, perdão pela demora!!!

Prometo que não fico mais tanto tempo sem escrever... mas aconteceu tanta coisa nesses dias que foi impossível escrever!!!!
Deixando as desculpas de lado estou chegando com um texto não tão novo, pq ele já foi publicado por aki, mas eu dei uma reformulada para vocês, espero que gostem!!!
Olha que já tentei falar de outra coisa que não seja relacionamentos, mas tá ficando difícil...


E relacionamento é sempre algo que deixa a gente louco. (louco de amor ou louco de ódio...)
Tô mentindo?
Já dissemos eu te amo! Que maravilha, quantas pessoas tem a oportunidade de saberem-se amadas e terem alguém do seu lado que possa dizer isso e, é lógico, dizer a todos a mesma coisa.
Mas não basta só dizer eu te amo!!! (eu disse que tá ficando difícil)
A gente (além de querer a pessoa pronta!) quer a pessoa igualzinho a gente!
Se a gente diz eu te amo quando desliga o telefone, a pessoa tem que dizer também?
Se manda mensagem no celular 10 vezes por dia, a pessoa tem que responder as 10 vezes?
Do contrário é melhor nem escrever respondendo a décima porque a 11ª mensagem será uma bomba nuclear! Cuidado!!!
E os e-mails? Não respondeu? Mas como? Não teve tempo? O que custa parar 1 minutinho na frente do computador e enviar uma linha que seja? É definitivamente cruel.

Somos cruéis sim! E nem adianta balançar a cabeça de um lado pro outro quando lê o texto, porque a gente sempre espera que a pessoa (re)aja da mesma forma que (re)agimos.

Infelizmente nós esquecemos que não somos iguais. E ainda bem que não somos!
Somos seres ímpares e por diversos motivos tivemos experiências diferentes até chegarmos onde chegamos.
E se,mesmo depois de chegarmos onde estamos e, por uma dádiva, ou outra coisa que se possa atribuir o mérito, em determinada altura da vida encontramos uma pessoa que nos ama ao ponto de dizer EU TE AMO todos os dias, ainda agimos "exigindo" que a pessoa seja como nós: é melhor (re)pensarmos sobre nossas atitudes.
E isso vale pra ambas as partes, sem culpar nenhuma.
O sentimento de culpa não combina com o amor. 

O amor é ausência de culpa. Quem vive no amor não vive na culpa, pq o amor é sempre perdão! É sempre volta! É sempre vida! 

Antes, durante e depois de todas nossas atitudes com a pessoa amada, mas nesse caso específico de querer que “a outra pessoa” aja como nós agimos, a máxima para atingirmos, juntos, um equilíbrio no relacionamento é a paciência.

Paz+ciência – a união de duas coisas: PAZ (porque ninguém consegue fazer nada perturbado) e CIÊNCIA (porque ninguém consegue fazer nada sem pensar)
É somente pela paciência que a gente consegue entender o outro, esperar o outro, conviver com o outro.

Não que isso substitua o amor, pelo contrário, só consegue obter essa paciência necessária quem já vive o sentimento do amor verdadeiro, forte, intenso, gentil, sério, maduro.
Entender os motivos que levam o outro a agir “assim” ou “assado” faz parte do crescimento necessário dentro de uma relação.
Até porque viver na fase de “Alice no país das maravilhas” não dura a vida toda. Sempre chega a hora do “e o vento levou” ou então da “missão impossível” e por aí vai.

O que estou querendo dizer é que: estes momentos que nos cercam numa relação, de certa forma, são momentos-chave para entendermos o outro e a nós mesmos.
Refletir sobre nossas práticas e sobre as práticas do outro faz bem. Mas isso deve ser algo sereno, tranquilo.
Deve ser algo cheio de paz e ciência.
Estar com alguém e (com)viver com essa pessoa é uma tarefa árdua, pela diferença das duas pessoas, mas é uma tarefa feliz.

Amar é um desafio sim, porém mais que um desafio é uma aventura.
Uma incrível aventura.
Boa aventura pra todos nós!

Beijos e até a próxima!

Edson Flávio

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gentileza, gera gentileza!

Olá queridos leitores, vejam só, hoje não estarei a falar de amor, mas tentarei ser o mais amável possível.

Há muito tempo venho querendo expor aqui meu pensamento sobre tanta intolerância ou tolerância demais diante de alguns fatos cotidianos, diríamos até banais, mas que, pouco a pouco, vão sugando nossa “santa paciência” e por que não nossa “tolerância” diante deles. 

Estava eu, outro dia, parado no semáforo esperando que o mesmo sinalizasse verde para que eu continuasse o meu trajeto. Até aí nada demais, senão fosse o irritante motorista atrás de mim buzinando e sinalizando para que eu prosseguisse mesmo como o sinal vermelho pelo simples fato de não ter nenhum carro vindo em direção ao cruzamento. Eu pensei: isso é certo? Eu não via problema algum em esperar o sinal abrir, fora o sol escaldante, naquele momento eu me pus a pensar de como somos impacientes diante de coisas banais. 

Havia inclusive espaço para o motorista passar por mim e sair do imbróglio, mas ele insistia em buzinar. Quando de repente, encosta uma moto ao meu lado onde um casal, ele na frente, ela de carona, olham pra mim como se eu fosse um E.T. e levantando as viseiras dos capacetes gritam em dueto : IDIOTA! E seguem acelerando a moto furando o sinal vermelho, tomando rumo desconhecido. 

Confesso que tive vontade de fazer duas coisas: a primeira encostar a moto e chorar, a segunda correr atrás deles e perguntar qual o mal eu fiz para cada um. Mas o motorista irritante que buzinava sem parar as minhas costas parece que achou graça de tudo aquilo e começou a gritrar: uhuuu, tomou, uhuu, tomou! 

Fora a cena de ultraje nem tive a idéia de anotar o número das placas e senti-me ali um cidadão humilhado publicamente por estar seguindo uma norma de trânsito. 

Continuando meu caminho, já triste pelo fato, fui até um grande supermercado, e na hora do almoço parece que as filas sempre são maiores em todos os poucos caixas disponíveis nesse período. Estou eu na fila que limita a quantia de produtos a serem pagos. 

Essa parece ser a maior de todas, mas estou lá, tentando esfriar a cabeça do ocorrido no semáforo quando percebo que a mulher que está há 3 pessoas atrás de mim, puxa assunto com aquela que está duas a minha frente e essa conversa se alonga e chega a vez da amiga dela passar as compras, quando vejo a colega de trás já esta passando as compras dela também e olha para todos da fila como se dissesse: olha aqui seus otários, eu passei na frente de vocês! 

Não preciso dizer que tive vontade de fazer duas coisas: a primeira largar as compras e ir pra casa indignado, ou ir até o caixa e fazer a bonitinha da mulher voltar pro lugarzinho dela e fazer a fila inteira revoltar-se com a sabidinha. Mas não, não fiz nada disso. Calei-me e aguardei a minha vez de ser atendido.

Voltei para casa pensativo e deverasmente decidido a não ter bons modos. A não respeitar o sinal, a não respeitar as filas, a não respeitar pedestres, cadeirantes, idosos, a fazer igual tanta gente que só faz o mal pra gente e ainda sai de santo na história. 

É incrível como o bom nunca é reconhecido, ser honesto é sempre mais caro, ser do bem dá sempre mais trabalho e trabalhar é sempre mais difícil. 

Chorei de indignação. 

Mas, depois de um bom banho e pensar melhor reconheci que eu não preciso responder na mesma moeda pra mostrar que os outros estão errados. Não preciso estar na defensiva sempre. 

Cada um é o que é, e a vida vai mostrar-lhes o caminho. 

Todos os dias quando eu acordo eu faço uma escolha na minha vida: fazer o bem ou fazer o mal. Ser educado ou deselegante, ser gentil ou ser grosseiro. 

Esta escolha já está no interior de cada um. Existem coisas que nascem com a gente. 

Tais pessoas que me fizeram passar tanto estresse na rua e no supermercado, elas sim precisam de tratamento, de educação, de gentileza, de carinho, de atenção, de amor! 

Eu sou feliz. Essas pessoas, parecem que não! 

Gentileza, gera gentileza! 

Beijão para todos vocês e muita, mas muita paciência e tolerância! 

Com carinho Edson Flávio