sábado, 24 de julho de 2010

Eu digo: Eu te amo!

Por que não dizemos mais “eu te amo"?
Qual o medo de dizer essas palavras?
Em meio a tais indagações me proponho aqui a expor não só meus questionamentos, mas também minha opinião da importância e necessidade de dizer: eu te amo!

Dizer essas três palavrinhas é antes de tudo compromisso!
E, talvez, isso seja o maior problema de dizê-las.

Quando declaramos que amamos alguma coisa estamos nos comprometendo com a mesma.
Se for uma causa, assumimos sua bandeira!
Se for uma música, temos pra nós um hino que sempre que executado revela de alguma forma algo muito importante e pessoal.
Se for uma comida, significa que é algo que nos dá muito prazer, quase uma necessidade vivencial come-la.
E se for uma pessoa?
Bem, é aí que mora o perigo.
Das coisas acima, a causa, a música, a comida, amamos sem esperarmos sermos amados.
Das pessoas, não é tão simples assim. Pena ! Mas é a pura verdade.
Amar algo inanimado é fácil. Seu compromisso pode ser rompido a qualquer momento.
Quando se conhece outro melhor, diferente, maior, mais gostoso, mais sensível, ja se muda o "foco" do amor.
E com a pessoa? É melhor rir pra não chorar.
Nós, seres humanos, somos dotados de um intelecto que muitas vezes não compactua com o coração!
Bem, e de onde então deve brotar a frase: eu te amo?
Pois bem, digamos que é uma operação físico-quimica-raciono-sentimental-etc e tal. (risos) Não resolvi o problema, mas apontei um norte? (risos)
Calma, não cortem os pulsos!
Amar nem sempre condiz com a razão. (clichê né? rss, mas é boa a frase!)
Dizer eu te amo, é tão difícil assim?
Será que não podemos dizer eu te amo a todo tempo?
Então, no meu humilde ponto de vista, podemos, mas desde que haja “compromisso”.

Por que dizer eu te amo para alguém é acima de tudo declarar “eu aceito”, “eu acredito”, “eu me comprometo”.
Sem vulgarizar, banalizar, trivializar, dizer estas três palavras é tirar do peito um desejo não extravasado, contido, reservado.
Às vezes as pessoas não sabem que nós as amamos.
Muitos, infelizmente, morrem sem saber. Isto é triste!
Não dizemos eu te amo, tão somente, para nossos companheiros, mas dizemos para os pais, irmãos, primos, amigos, tios, vizinhos, conhecidos, etc.
Por que dizer eu te amo é, de certa forma, espalhar amor.
Cada vez que dizemos eu te amo fazemos nascer uma flor nos nossos olhos.
Juntos podemos cultivar um jardim de amor no mundo! De amor pelos outros, de amor pela VIDA!
E por falar em vida, a vida de duas pessoas que se amam pode e deve ser um grande jardim.
Dizer “eu te amo” deveria ser algo tão natural e normal quanto dizer “bom dia!”.

É uma tarefa para o hoje, não espere amanhã para dizer, diga agora: EU TE AMO!

Beijos e até a próxima!

Edson Flávio

sábado, 17 de julho de 2010

APRENDER A AMAR - PARTE FINAL

Oi gente...um bom frio pra todo mundo!
Acho que nunca meu quarto ficou tão gelado. 13 graus! Oh my God!
Ainda bem que não é abaixo de zero..rss. Pras bandas de cá não estamos acostumados com essas temperaturas.
E por falar em frio, nese último texto da saga APRENDER A AMAR, vamos falar sobre o fim do amor.
Bem, nem sei direito e nem posso afirmar se realmente o amor acaba assim.
Sabe... igual quando acaba um doce, um sorvete, um pudim!
Acaba mas sempre deixa um gostinho de quero mais ou de nunca mais.
O amor, esse sentimento que nutriu nossos dias, meses, anos, muitos anos, pode um dia mesmo chegar ao fim?
Depois de minhas consultas... descobri que o amor acaba do jeito que veio... e, lembremos que ele não veio pronto!
Ele foi sendo feito com sangue, suor e lágrimas. E se desfaz seguindo os mesmos passos.
O amor, como tudo que nos rodeia e temos em nós, é uma construção.
Nós construímos e destruímos o amor. Aos poucos vamos demolindo a estrutura forte, ou não, onde habitávamos tranquilamente.
Somos nós os arquitetos de nossas vidas, sem dogmatismos religiosos, estou falando agora de pessoas que se amavam, desejavam-se e hoje não se importam mais uma com a outra.
Acabou o desejo de estar junto, de pensar em, a vontade de chegar do trabalho e cair nos braços amados e de noite dormir de “conchinha”!
Foi-se removendo pouco a pouco tudo que “construía” esse amor... É o fim da linha!
Eu pedia no texto anterior um amor inesgotável para cada um, e no fundo desejo isso mesmo, pra todos nós.
Por que precisamos de amor, precisamos de carinho, da companhia do outro, da presença, do toque, do abraço, do beijo, é nestas formas de expressão físicas que temos a manifestação tácita do amor.
Mas, infelizmente, o amor acaba devido a percursos mal feitos, palavras mal explicadas, “atos falhos” mal pensados, ou quando alguma coisa não saiu do jeito que a gente queria... ou ainda simplesmente mas não tão simples assim, muitos dizem ser este o maior motivo, o sentimento que parecia infinito deixou de existir.
A mãe de uma pessoa que amo muito disse que “o amor acaba sim, mas não acaba de uma vez” e eu concordo com ela, até porque o amor não nasceu de uma vez. Ele vai acabando aos poucos. Um pouco de cada vez, como uma vela que vai queimando, queimando, queimando... até extinguir-se...
Admirar a extinção de uma vela é triste. Chega a ser desesperador... parece que nos instantes finais aquele pavio ganha força, fica imponente, esforaçando-se pela existência... e vai diminuindo, diminuindo... até entregar-se. Primeiro um chiado e depois uma fumaça esmaecendo no nada, deixando apenas o odor de uma chama extinta.
É assim: o amor acaba, acaba aos poucos, mas não sai de nós.
Como uma marca indelével, ficam conosco todas as lembranças, boas e ruins desse amor, que nos servirão, talvez, para “construirmos” uma nova história.
Mas, um conselho: lugar de entulho é no lixo.
Se essas lembranças servem apenas para atrapalhar sua vida, jogue-as todas fora! Liberte-se. Livre-se da tristeza.
Abra-se ao novo, abra-se ao amor que vem! Seja feliz sempre!
Pois só consegue amar de verdade outra pessoa, quem consegue ser feliz sozinho, mas não quer ser feliz sozinho a vida toda!!!
Continuo desejando, para todos nós, um amor inesgotável... e se não for inesgotável...que seja como disse Vinícius de Moares... “eterno enquanto dure”!
Um enorme beijo a todos.
Até a próxima...espero que com menos frio.

Edson Flávio

sábado, 10 de julho de 2010

Aprender a amar II

De fato eis a questão: como aprender a amar?
Não resolve nosso dilema apenas dizer que o amor é aprendizado pra toda vida e que cada dia se aprende mais sobre o próprio amor e sobre quem a gente ama.
Sim! Porque ninguém ama sozinho.
Mesmo que seja um amor não correspondido, há sempre o outro lado, que não ama, que despreza, que repudia, que se vangloria mas que não co-responde!
Triste?
Sim, triste. Mas não o fim.
Não é o fim porque esse sentimento, O AMOR, ele NÃO CHEGA PRONTO!
E por isso é tão necessário aprender a amar.
Lidamos com o Amor como se este fosse algo fácil de se lidar.
Numa única metáfora: o amor é como preparar o arroz de cada dia.
Perceba: o amor é simples, mas não é fácil.
Quem nunca queimou o arroz?
Tudo é uma questão de combinação: tempo de espera, ingredientes certos, dedicação, cuidado, e por ai vai.
O amor é assim. Não há regras, há modos de se aprender. De se perceber, de se servir, e por que não, desse amor.
Até mesmo o outro lado. O que não ama? O que não percebe? O que não co-responde?
Esta pessoa também aprendendo a amar. Lógico que por outra via.
Ah! e tem isso: o amor, as vezes, escolhe vias não muito “agradáveis” de se fazer entender.
Mas... nós, que amamos e estamos aprendendo a amar, estamos aqui sempre nessa “(des)ventura” de experimentar o amor.
E estejamos livres de (pré)conceitos!
Sempre é bom dar asas ao amor e viver!
Entregar-se sim! Mas, com reservas.
Não precisamos entender tudo sobre o amor numa noite!
Guarde pro dia seguinte.
Mamãe sempre diz, numa lição de administração familiar, quem economiza hoje sempre tem pra amanha!
Por que comer as duas paçoquinhas agora, se eu posso comer uma hoje e outra amanha?
Amanha quando eu quiser terei o mesmo prazer de antes.
Façam o teste.
Guardem sempre um pouco de amor pro dia seguinte.
Não estou dizendo pra não amar.
Pelo contrário: ame, ame muito, mas com moderação.
Tudo que é demais enjoa ou acaba logo!

Desejo um amor inesgotável pra cada um.
Mas e se esgotar? Será que esgota?

Humm... rsss
Acho que isso pode ser o texto da semana que vem!

Um grande beijo e até a próxima!

Com carinho de sempre

Edson Flávio

domingo, 4 de julho de 2010

Aprender a amar...

É tão difícil dizer sobre isso. Mas vamos lá!
Tudo começa sempre num olhar? Não necessariamente.
Não do olhar nos olhos, isso talvez venha a acontecer bem depois.
Mas é pelos olhos que entra a paixão. Ou digamos o amor.
Vou tratar aqui do amor não como patogenia, mas como sentimento que abrange todos os nuances do querer bem. Do querer estar com, do querer alguém pra sempre do lado. Do desejo incrível e impensável de sentir-se amado e amar. Eu te amo e pronto! Legal assim.
Superada a fase do olhar! Entramos no nível daquilo que chamamos fase do conhecimento.
Sim porque aprender a amar, supõe conhecer o amor.
O amor, aqui, diga-se: a pessoa que amamos.
Seguindo o raciocínio: vamos observar, olhar com mais detalhes.
(O olhar é sempre importante...)
Nessa fase aprimoram-se os sentidos.
Todos os detalhes tornam-se grandes.
O que antes era minúsculo agora se agiganta.
Tornamo-nos exigentes. Criteriosos.
Passamos em revista tudo que nos apetece.
Como carrascos deixamos que nosso senso de exigência e perfeição ultrapassasse aquele olhar apaixonado e aquela música doce que embalava nosso dia.
Alguns amores, infelizmente, não passam dessa fase.
Muitos relacionamentos param por aqui.
O crivo do crítico foi muito grande. Implacável, intransponível.
Amigos? Sim. Amigos. Cada um segue seu rumo. (uma amizadezinha, sem comentários...)
E agora? Deixa prá lá. Já foi!
A todos que acreditam terem superado essa fase ou que ainda não passaram por ela, um aviso: essa fase não tem fim.
Perceber, conhecer, entender a outra pessoa é tarefa perene e diária.
Não tem fase, não tem momento.
Casais que estão juntos há 10, 20, 30 anos, ou 1, 2, 3 meses ou anos, todos podem dizer com a máxima certeza que cada dia conhecem mais seus cônjuges.
Experimentam essa alegria da descoberta diária do conhecer-se, através do amor.
Pois o amor nos torna dóceis ao conhecimento. Ele nos instiga o desejo de conhecer mais, para amar mais.
É o amor um sentimento que nutre-se dessa novidade do conhecer-se.
Uma nota: O amor é simples, mas necessita de aprendizado.
Um aprendizado ad aeternum.
É algo que começa no olhar e não termina nunca.
Quanto mais se conhece, mais se ama.

Por fim, conheça muito.
Mas, ame mais! Ame demais!
bjs e até a próxima

Edson Flávio