quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SOLTEIRO E INTEIRO!

15 de agosto, Dia do Solteiro, ainda não é uma data muito festejada!
Costumo re-escrever todos os anos este texto que já mudou de nome várias vezes mas sempre me pego pensando, em alguns aspectos, da mesma forma que pensava quando escrevi. Como por exemplo acreditar que estar solteiro faz parte, para alguns, de um projeto de vida.
Opta-se por estar solteiro e “viver” a liberdade de decisões, de gostos, enfim, de vida. O que não implica em “estar” sozinho ou viver solitariamente. Nesse sentido viver solteiro não é sinônimo de viver isolado ou sozinho. Estar solteiro, no senso comum é a pessoa que não está “namorando” ou “casado”.
Aceita-se para o “hall” dos solteiros aqueles que não possuem relacionamento fixo com alguém.  Até porque relacionamento hoje é tão “volátil” não é? Dura algumas horas, as vezes. E, também, é certo que relacionamentos são cada vez mais complicados hoje em dia. E isto também afeta na escolha desse estado de vida, pois estar com alguém só para não estar no time dos solteiros não compensa. É enganar a si mesmo e principalmente, a outra pessoa. E isso não se faz!
Há, ainda, os que não concordam e acreditam que ser solteiro é azar, ou “problema”. Rss.. e por isso tentam de tudo, a todo custo, mudar essa situação.  Muitas vezes, investindo numa relação que não evolui, que não acrescenta, que não traz paz.
Vejo muitas pessoas reatando namoros que já deram oque tinham que dar. E ao final, pessoas saíram machucadas, aos pedaços... Por isso o título novo desse texto... Solteiro e inteiro!
Não tem sentido eu dizer que sou solteiro, mas o coração está em frangalhos, despedaçado... se assim me sinto, solteiro não sou, porque estar solteiro presumi-se estar livre.
Uma vez que ainda sofro e vivo machucado por conta de “algum amor”, é sinal de que não estou liberto. E liberdade é a palavra-chave para viver a plenitude de ser solteiro.
Ser solteiro não é correlato de infeliz. Muito pelo contrário, qualquer estado de vida deve nos conduzir para a felicidade!
É certo que, muitas vezes, é uma situação angustiante, e até tanto quanto incômoda. Ser “vela” para os amigos não é legal! Mesmo com seus efeitos colaterais, eu acredito que é um momento prazeroso de sentir prazer em estar na própria companhia. Se descobrir e  descobrir o valor de si mesmo, dos amigos, da família. É um momento importante para cuidar de si, e se preparar para a pessoa que, futuramente, irá dividir com você os momentos bons e maus da vida.
Pois só alguém que é capaz de organizar a própria vida, de ser feliz consigo mesmo, de estar de bem com o mundo pode despertar o interesse de outra pessoa sobre si.  Estar feliz, mesmo sendo solteiro, é fundamental para que, não caiamos no erro de delegar a responsabilidade de nossa felicidade aos outros, e principalmente, aqueles que nos querem bem.
Por essas e por outras, o estado de solteirice, sendo opção ou apenas uma fase, deve ser vivido com equilíbrio, serenidade e felicidade.
Então: aproveite a solteirice, aproveite sua vida!
Seja feliz e feliz dia do solteiro!
Beijos e até a próxima.


Com carinho de sempre
Edson Flávio



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um pouco de chuva sempre faz bem...


Um pouco de chuva sempre faz bem...
Ainda mais quando tudo fica cinza, depois o céu escurece de vez, o dia torna-se noite, o vento sopra úmido na face. A gente sente o cheiro da chuva que vem. Aquele cheiro de terra molhada, de vento alegre. Dentro da gente também é espera... Tudo é expectante. Momentos de escuridão, de incerteza... recolho a roupa do varal? Levo guarda-chuva? Ainda que a chuva não venha, estamos prontos.
Um pouco de chuva sempre faz bem...

Se bem que as vezes precisamos de um vendaval para arrastar tudo, arrancar árvores, derrubar postes, destelhar casas... uma tempestade daquela que a gente tem que se reconstruir. Chamar a força tarefa, corpo de bombeiros, defesa civil, e tudo mais que puder nos ajudar a nos reerguer novos, mais fortes, mais preparados para as intempéries vindouras.
Um pouco de chuva sempre faz bem...

Uma chuvinha... de pingos que voam, nos tocam umedecendo lentamente... a roupa, a mente... e a gente fica leve. Não chega a ser chuva... e a gente entende que é preciso não ter medo de se molhar. Resfriado? Bobagem. Um bom banho quente e canja de galinha não faz mal a ninguém. Molhar-se vez ou outra, ser pego de surpresa, faz bem. É uma experiência e tanto...
Um pouco de chuva sempre faz bem...

Aquela chuva que aumenta. Invade  a rua e os quintais entocando as crias. Duradoura. Mar de água. Benção líquida. Desejo do sertanejo. Pavoroço das encostas. Não-sono dos desabrigados. Chuva, pra mim, sempre traz calma, paz. Renova o alma. Me deixa pronto para o amanhã, para o calor do sol, para o vento novo, para a vida!!!
Um pouco de chuva sempre faz bem...

Um beijo e até a próxima.
Edson Flávio

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que revestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais. As críticas, mais do que os afagos, são bem vindas.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A gente não quer só um grande amor...


Nesse sentido, continuo pensando da mesma maneira...

Meus queridos leitores, depois de muito tempo sem aparecer, estou voltando, aos poucos, pois tenho outros projetos que também precisam de atenção, mas nunca esqueci de vocês!
Espero que gostem desse novo texto:

A gente não quer só um grande amor...

Chega um momento na vida que a gente não se contenta com pouco.
Seja no trabalho, seja no amor, pouco é palavra, que pelo sentido que traz, não satisfaz.
A gente quer mais.

No trabalho a gente nunca tá feliz com o cargo que tem, ou com o salário.
Ou tá feliz com o salário e com o cargo mas a equipe não é a ideal. E por ai vai.
Nisso as relações vão se pautando num jogo de quem pode cresce, quem não pode desce ,ou no máximo, fica estagnado.

E no amor? Como é esse querer mais? Como funciona esse nível de insatisfação?
Eu já falei muito destas exigências, mas pensando bem, elas não são negativas, olhando com olhos de lupa, podem até ser positivas e apresentarem-se como indicadores de qualidade da vida que queremos pra gente.
Quando se encontra um grande amor,( mas também que não precisa ser tão grande assim, pode ser um amor simples, mas que seja verdadeiro e sincero), já dá pra iniciar um compromisso mais ou menos sólido.
Bem, tudo pronto! Relações maduras, sinceras, verdadeiras. E agora? É só isso?
O que implica em ter um grande amor?
É só ter um grande namorado?
Não. A gente não quer só um grande namorado.

A gente quer um grande amigo que nos apóie, nos aceite, nos respeite.
Que, mais que a atração física, ele se atraia pelos nossos defeitos, nossos risos bobos.
Nosso frio nos pés de madrugada.
Alguém que se importe com sua dor de dente e se você vai chegar atrasado no trabalho.
Alguém que no dia de chuva, mesmo sem carro pra te buscar, te liga pra ver se você já tem carona pra voltar pra casa.
Sabe aquela pessoa que acorda do seu lado e te dá bom dia com a cara mais inchada do mundo e mesmo assim consegue ser a pessoa mais linda da face da terra?
É dessa pessoa que a gente precisa, também!

Um bom amante? Sim.
Fogoso, ardente, cheio de paixão.
Mas eu também quero um romântico, carinhoso.
Não precisa chorar comigo vendo meus filmes no cinema, mas sua mão na minha mão ou seu abraço na hora que as lágrimas brotam já o tornam a melhor pessoa do mundo.
A gente precisa de alguém assim. Até as pessoas mais duronas precisam.
A gente precisa de alguém pra ir com a gente no supermercado, pra comentar o preço das verduras, das frutas, pra ajudar escolher o melhor detergente, o melhor sabão em pó.
Parece até um sonho de pobreza, mas quem disse que ser rico é sinônimo de felicidade?
Talvez falte isso pra muita gente. Ou talvez isso também nem faça falta.
Importa ser feliz com ou sem uma ida ao supermercado! Eu adoro!
A gente precisa de alguém assim.

A gente quer um companheiro do nosso lado, que nos ajude a entender certos dramas familiares ou se esses dramas não existem, viver sempre em harmonia.
Fundamental é ser família.
Alguém que me separa das pessoas que eu amo, não serve pra me amar.
Alguém que me ensina a amar as pessoas, faz com que eu ame essa pessoa cada vez mais.
A gente precisa desse amor.

Por isso que eu disse, que a gente não quer só um grande amor, a gente quer um amor grande, que caiba no peito, na sala, no carro, no quarteirão...
Um amor escancarado, sincero e que não precise ficar no escuro pra existir.
O amor é fotossíntese : precisa de luz!
Uma luz que ilumina e faz a gente enxergar que ter um amor é bom demais.
Um grande amor pra todos!

Beijão para vocês.
Até a próxima.
Com carinho

Edson Flávio