quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

São tantas emoções...

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Olá pessoas!
Desculpem-me mais uma vez o sumiço! É que minha vida ultimamente é emoção 24hs. E ainda bem que é assim!

Já imaginou uma vida sem emoção? Sem rotina? Não! Eu não conseguiria viver assim.
Tudo já vem pronto demais. A gente já sabe o começo, o meio e o fim das coisas. A entrega cotidiana, on delivery, da novela, do jornal, da comida, das compras e em alguns casos, até do sexo (não confundir com amor!) faz o dia-a-dia um fardo, e porque não um saco, cada dia mais penoso de se carregar e suportar!

E a vida.com vai ganhando espaço nas nossas relações pessoais, corporais, emocionais e todos os ais vão se instalando (in)ternamente.
Perde-se o tesão pela vida. Na verdade a vida.com é a vida.sem graça, sem ânimo (que vem de alma!), sem vida.
E aí vamos perdendo o brilho nos olhos, o coração palpitante (e se palpita agora é pela pressão alta, pânico ou choque).

Vamos perdendo o ânimo para as coisas simples como visitar os amigos, chorar diante de uma obra de arte, seja ela um poema, um livro, um quadro, uma peça, um filme, etc, e não ter vergonha disso!

Nossa vida sem emoção é fria, cinza, seca, opaca, trivial.
É preciso, hoje, mais do que nunca resgatar a dimensão do sonho, da emoção.
Trazer de volta a sensação da criança que brincava na chuva, corria pelo quintal, se lambuzava de doce e sorrindo pedia mais.
Ter emoção na vida é sentir o friozinho na barriga esperando alguém. É sentir que cada dia é um presente único, indescritível, insuperável, indefinível, incrível e inesperado! Tudo é surpresa.
Ter emoção na vida é encantar-se com a surpresa.

Deixar que as tristezas, mazelas e problemas nos roubem a emoção é deixar de buscar solução e tomar um caminho que não nos traz resultados.
A emoção traz adrenalina pra vida, nos dá coragem, nos faz sorrir. Dá-nos força pra lutar e enfrentar as adversidades.

Ter uma vida emocionante nem sempre é ter uma vida leve. Mas é saber lidar e enfrentar (lutar de frente!) com tudo que a vida nos apresenta, e nos traz. De tudo sempre um bem maior! Mesmo o maior sofrimento pode nos fazer melhor! Acredite nisso.

Busque fazer as coisas com emoção, com ânimo, com vontade, com força, com coragem!
Sem ser de auto-ajuda, mas parece que este texto ficou perdido nesse vão, quero que você, assim como eu possa acreditar que a vida só é vida se for vivida com sentimento. Um sentimento de amor à vida, às pessoas, ao mundo!

Acredite em você!
Tenha uma vida emocionante, hoje e sempre!

Desejo muitas emoções para você!

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quando o amor encontra a gente!

Nós, seres humanos, somos dotados de muitas qualidades, mas também muitos defeitos. Não todos, mas a grande maioria, sempre está disposta a diminuir o passo, equilibrar a batida do coração, respirar mais devagar, observar mais, ouvir mais e falar menos. Coisas essenciais para uma reflexão e tomada de consciência sobre a vida, sobre as coisas e, sobretudo o amor!

É sempre ele. Que vai e vem, e sempre nos encontra em alguma altura da vida. Não importa sua idade, sexo ou religião, o amor vai encontrar você. Não sei qual a cor, a forma, os modos, a hora, mas tenho certeza: um dia o amor lhe encontrará.

E quando isso acontecer, desarme-se, ame, aproveite tudo que o amor puder lhe proporcionar.

O que acontece, quase sempre, é que por experiências anteriores ou por ficar muito tempo sem o exerci cio do amor, nós desaprendemos a amar.
Ficamos céticos demais. Duros demais. Frios demais.

E o amor vem, num turbilhão de coisas e sentimentos, derrubando tudo isso.
O amor nos aquece, nos acalenta, ele apura nossas sensibilidades.
Aflora em nós coisas que achávamos impossíveis voltar a sentir.
O amor nos transforma.

Há, mesmo assim, aqueles que rejeitam o amor quando ele chega. Pobres de sentimento ou sofridos demais pelo amor. Infelizmente, o amor nem sempre deixa boas marcas.

Mas o amor que precisamos é um amor tão simples. Eu pelo menos, é lógico que adoraria um amor de cinema. Mas já é tão difícil um amor simples, quem dera um amor Hollywoodiano.

Queremos um amor simples. Um amor normal. Um amor que nos faça amar e ser amados, no exercício diário da vida.

Não há previsões mágicas para esta data. Nós temos que aguardar, sem muita afobação, mas com alegria e esperança que o amor não tarde. E que quando vier, não falhe.

E que dure o tempo necessário para deixar em nós as melhores lembranças da vida, ou, quiçá, dure toda nossa vida.

Muito amor para todos nós.

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Amo (o) errado.

Eu amo errado.
Eu amo errado.
Eu amo errado.

Amo pelo avesso.
Amo pelo contrário.
Amo na contra-mao

No contra-peito
No contra-senso
No contra-tudo-e-todos.

Amo deserrando
Amo desterrando.

Amo desarmando
Amo desalmado.

Amo.
Amo.
Amo.
Amo.

Sem rima, sem métrica, sem poética.

Um dia as desculpas acabam.

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Um dia as desculpas acabam.

...

Ai que vontade de quebrar a vidraça do seu quarto.

Que vontade de correr sem roupa pela madrugada fria.

Você quente no seu endredom
e eu congelando na minha solidão.

mais clichê impossível.

Que vontade...

...

Seus olhos.

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Útero, Berço , Regaço.

Quanto de mistério nesse olhar.

Numa retina nua.

Devoras-me.
Como esfinge: interpela-me.
Sabes o enigma?

Sem encantos mágicos.
Apenas olhas-me.

Enxergas-me os ossos.

Como no livro do salmista
Sondas, perscrutas, cercas-me.

Sou todo no seu olhar.
Sou todo dentro de ti.

Cristais.

Condenado na prisão vítrea para sempre.

Suicídio

.

Eu não esqueci cada palavra.
Eu não deixei de acreditar em nada.

Você e sua fiel escudeira sempre sozinhos.

Agora, a você: só o meu desencantamento.

E ainda é muito para quem o silencio é uma armadura
vestida com bravura
mas que lhe faz perder a guerra.

Eu, vagando na noite fria do abandono.

Você, estragando, minuto após minuto, a minha poesia.

Não me deu a palavra certa.
Não me ofereceu a rima necessária.

Um dia acreditei que você era real.
Um sonho desleal que se sonha só.

Corri corrida vã.

Quero de volta o meu verso, o meu soneto.

Afaste-se com seu coração de gelo
Vou para longe do seu poço de vontades.

Não ouso amaldiçoar-lhe.

Não ouso tirar você de mim.

Num estampido o fim.

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Marketing pessoal.

Desculpe o sumiço galera...mas correria geral essas semanas... vou compensá-los postando nas próximas horas... uns três textos novos! Espero que gostem e obrigado pelo carinho de sempre.


MARKETING PESSOAL.

A saudade crua corta a carne nua.

O amor distante não tem a paz constante.

Silêncio fiel.
Consolo necessário?

Esse par de diamantes,
esse corpo que é só desejo.

Nunca esqueci de nada.
Nunca deixei.

Uma nota desafinada atravessa a noite.

Trancado dentro de mim,
mar aberto para o mundo.

Carnaval sacralizado que dura uma estação.

Nem sono,
nem nada.

A cortina da rotina revela uma fotografia conhecida.

Jornal diário maquinal-mente p(r)ensado.

Eu, só eu, nos classificados.

Anúncio grande,
meia página pra metade da vida ser feliz.

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Beijos e até a próxima...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lição de vida.

Ouvindo o horário eleitoral gratuito e obrigatório (por que todos temos que ouvir) nós, os professores, estamos sendo lembrados pelos candidatos. Quem vai cumprir o que esta prometendo eu não sei. Sei que há anos ouvimos a mesma balela, as mesmas promessas, e temos nossos sonhos alimentados, mas no final é sempre a mesma coisa. Nem preciso falar.

Seria maravilhoso se todos reconhecessem o valor desse profissional que, em muitos casos e lugares tem um salário baixo e defasado, em outros nem tanto, mas ainda não representam a valoração do trabalho dessa pessoa.

Hoje, é dia do professor. Parabéns para nós!

Há 7 anos, com orgulho, faço parte dessa classe “que não tem medo de fumaça, ai, ai. E não se entrega, não”.
Não se entrega diante de um sistema que insiste em não dar condições de trabalho adequadas.
Não se entrega diante das diversas violências sofridas dentro da própria sala de aula.
Não se entrega diante do desrespeito com a classe que forma todas as outras classes.

Quiçá um dia a gente ainda possa lembrar sem saudade desses tempos difíceis e comemorar as mudanças, os avanços, o sucesso na profissão.

Ser professor hoje, não é mais ser missionário.
Ser professor hoje, não é ser desbravador.
Ser professor hoje é ser humano. Respeitado, reconhecido, valorizado.

Também devo agradecimentos a todos os professores que tive.
Os reconheço e os valorizo.

Levo muito mais deles do que dos conteúdos dos livros, pois sabia que em cada aula, a cada dia, eu não aprendia só o alfabeto e uma profissão.
Eu aprendia a maior lição de todas, uma que jamais vou esquecer.

Eu aprendia de cada uma dessas pessoas especiais e inesquecíveis a lição da vida!

Hoje e sempre, felicidades e parabéns pelo seu dia.

FELIZ DIA DO PROFESSOR!

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Comer, Rezar, Esquecer

Diferente da ficção que posa nas telas dos cinemas pelo mundo todo. Nossa vida não é tão linda quanto parece. Ou melhor, é linda sim. Só não é tão romântica e simples.

Um dia eu disse que o amor acaba. Acaba aos poucos e quase sempre de uma maneira inesperada e triste. Penso: infeliz de quem perde o meu amor. Afinal , eu também disse, certa vez, que eu sou minha felicidade e por conseguinte sei do tamanho e do valor do amor que devoto as pessoas. Nesse caso a uma pessoa específica.

No filme com a maravilhosa Julia Roberts: Comer, Rezar, Amar - (eat, pray, love) a vida se mostra possível de equilíbrio numa busca incansável pela felicidade e realização pessoal. Na vida real isso também é possível, mas tem seu preço e o seu reverso.

Há um contínuo esforço para manter esse equilíbrio vital necessário para os nossos dias.

Os três verbos no infinitivo denotam a necessidade de manter a constância das ações que eles implicam. O último verbo no trocadilho do titulo do texto é justamente o avesso do tecido.

Comer, rezar, esquecer.

Sempre temos que partir do princípio de que aquilo que não nos traz paz não é bom!

Há equilíbrio quando todas as forças estão em sintonia. Quando Amar já não faz mais conta e passa a ser algo difícil de se lidar, melhor partir para o verbo Esquecer. Mas segue-se comendo e rezando.

Comer porque um dos maiores prazeres da vida está nisso e por analogia, alimentar o corpo de forma correta é garantir ao espírito uma morada saudável.

Rezar porque essa harmonia interna só vai acontecer quando tudo estiver bem resolvido dentro da gente. Afinal: o que queremos? Porque queremos? Vale à pena? É isso mesmo? Rezar requer decisão e tomada de consciência de tudo que eu preciso e do que tenho que fazer.

Amar ou Esquecer? Amar é bom, é maravilhoso. Mas amar sozinho ou não ser amado, ou ainda não ter atenção ou resposta ao seu amor é terrível. Nessa hora é melhor desamar do que malamar. Esquecer é tão difícil quanto amar, mas é sempre melhor do que ficar sofrendo por alguém que não merece ou que parece não se importar com nossos sentimentos.

Para controlar tudo, na nossa vida Comer e Rezar ficariam no automático. E quem dera tivéssemos dois botões apenas no coração. Um: amar. Outro: esquecer.

Na atual conjuntura da minha vida, hoje eu estaria apertando um deles. E você?

Pense bem.

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Felicidade necessária!

Olá meus queridos leitores!
Tudo bem?

Como é gostoso a gente ouvir das pessoas que elas estão bem. Estão tranqüilas. Estão felizes!
É isso mesmo que espero ouvir de cada um, pois está cada vez mais raro ouvir alguém dizer que está feliz ou que está bem.
Se ouvirmos a afirmação positiva, quase sempre, vem acompanhada por uma conjunção adversativa ou simplesmente colhemos a frase “Estou mais ou menos!” (Bom, penso cá com meus botões: ao menos uma parte está bem.)
Mas porque não se está bem de todo? Qual o nosso problema? Qual nossa insatisfação? Qual a nossa crise? Seria o homem da (pós)modernidade um ser infeliz? Qual nosso modelo de felicidade?
Queria muito, dileto receptor, ter as respostas. Mas creio que este texto não responde e, muito menos, tira-me de minha própria insônia nessa noite quente.
(Tomo mais um copo d’água e devoro numa só mordida o último bombom da caixa.)
Espero que minha saciedade e minha ansiedade possam me ajudar. Porém, algo contrário acontece, elas provocam-me porque não consigo ser sucinto o suficiente e, tampouco, criativo como das outras vezes (se é que o fui algum dia.)
E agora meu deus? Será que estou enfrentando uma crise de escrita? Será que não tenho mais aquela verve criativa das semanas passadas? Angustio-me na busca de(d)escrever a felicidade.
Declaro nesta madrugada quente: mesmo nessa solidão acompanhada, sinto-me feliz.

Posso não ter um texto que dê grandes explicações, mas tenho dentro de mim essa felicidade inquieta como a poesia que dança na copa das arvores de outono se preparando para o espetáculo vicejante da primavera.

Porque, queiram ou não, eu, assim como você, sou minha própria felicidade!
Não! Eu não posso esperar o outro para me fazer feliz! A felicidade do outro não me completa, não me preenche.
Podemos ser felizes juntos mas não posso esperar do outro oque é responsabilidade minha. Eu tenho que conseguir ser feliz com minhas próprias forcas, com meus gostos, com minha (in)consciência, na medida que eu consiga ser feliz.
Podemos somar felicidades! Mas nunca jogar no ombro dos outros esse fardo.
O esforço deverá ser só meu.
Tenho que ser feliz com minhas loucuras diárias, com minhas carências (des)medidas, com o muito ou com o pouco que conquistei.
Ser feliz não é estar safisfeito.
A paz não vem só da completude, até porque ninguém está completo sempre.
Mesmo por que, há também, grande felicidade na busca, no corre-corre, na (im)paciência e, de sobremaneira, na necessidade do algo mais.

E,principalmente, quando se quer, ser feliz cada vez mais e mais!

Depois de tudo isso, afetuoso interlocutor, desejo, um restinho de semana de muita busca e inquietação na procura dessa tal felicidade!

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pequenos notáveis

Caros leitores, nunca me senti tão ultrapassado!
Estes dias na presença de minha afilhada Laura Beatriz, fã confessa de Luan Santana, até porque nem tudo é perfeito, senti-me um padrinho atrasado e sem argumentos.
Logo eu que sempre me achei cheio de razão, fui desmontado facilmente com os argumentos dela diante das coisas.
Descobri que ela sempre tem uma resposta pronta.
E o que muitos chamam de teimosia eu vou chamar de opinião.
Ela sim tem sua opinião. E mesmo com 6 anos de idade uma opinião formada.
Não tô exagerando. Quem tem esses pequenos notáveis dentro de casa sabe muito bem do que eu estou falando.
O mundo ingênuo é um mundo que não existe mais. Pensamos que estes pequenos não compreendem o mundo que as rodeia.
De fato, muita coisa ainda necessita de nossa explicação, mas em um momento ou outro tenho a nítida sensação, quase uma certeza, que eles, essas crianças, são dotados de uma compreensão do mundo muito mais real do que a gente.
Eu não sei, e minha mãe não soube responder, se quando eu tinha essa idade eu era assim.
Eu me lembro bem de não ter o domínio de informática que minha afilhada tem. Nem do Orkut e MSN que não existiam, mas se existissem tenho certeza que eu não teria a habilidade que essa coisinha possui.
Eu, que até me considero um expert em computadores, não consigo desenhar com tanta destreza uma casinha no Paint. Coisa que ela faz em fração de minutos!
É meus caros... obsoletos somos nós!
Lembro-me também que meus ídolos eram cantores infantis. Os dela... melhor não comentar... ainda bem que em meio há tantas tentações musicais ela “curte” vez ou outra um Capital Inicial. Mas não vou elogiar muito seu gosto musical, até por que isso é muito pessoal e eu não sou o mais indicado (risos)
Seja no almoço, no cinema ou no parquinho, ela sempre tem razão.
Os porquês deram razões as afirmações. É por que é. Ou Não é, por que não é. E ponto!
Chega a ser lindo observar como dominam a retórica tão complexa para alguns adultos.
Seus dedinhos em riste, e seus olhares suplicantes de aceitação ou supremos diante de nossa surpresa abobalhada.
Nos fazemos de ignorantes para não refutarmos suas premissas. Outras vezes temos que corrigi-los mas acabamos cedendo diante de tanta argumentação.
É evidente que isso tudo é uma maneira romântica de ver a independência que essas crianças demonstram. E que apesar desses embates de opinião eles continuam a nos encantar com seus sorrisos, abraços e beijos com a admiração única que nos devotam.
Da necessidade de nosso carinho, de nossa atenção, e principalmente, de nossos cuidados.
E nesses dias de Independência do Brasil, é um bom dia para refletirmos que somos muito mais dependentes deles, do que eles de nós.

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ilha

a cortina turva cobre a ilha.

grande ilha

seus ipês, agora são amarelos esbranquiçados.

ardem as folhas do buriti.
tentam correr os troncos.
ele avança.

nem os gritos da passarada.
nem os deuses da mata.
nada pode parar a destruição que avança.

as manchetes correm o mundo.
fogo,
fogo,
fogo.

observo, inerte a catástrofe.

o sol laranja-triste-de-fim-de-tarde exausto se põe.

em pânico pego a tinta.
meu coração é maior que meus braços.
pequeno, escrevo!

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DIGA NÃO AS QUEIMADAS!

Bjs e até a próxima.

Edson Flávio

sábado, 21 de agosto de 2010

Monte Santo

É longe o lugar onde minha alma repousa.
Qual águia que refugia-se nas alturas e sucumbe aos poucos frente a solidão do abismo, encontro-me só e distante das coisas que amo.

Na verdade não amo as coisas.
Amo o microcosmo das coisas.
A náusea do não ser,
do não estar.

A ausência daquilo que eu poderia ter sido e não, nunca fui.

É sofrivel o bastante e sei que, deverasmente, deveria encontrar algo.

Mas o que busco?

Perco-me na busca insensata de falta de sensatez.

Procuro, na verdade, o sentido das coisas.

A saudade seca meus póros, estria meus nervos, disseca-me.
Corrói meus ossos.
Aniquila.

É sexta-feira-santa e aos pés do monte santo procuro, em meio há tantas cruzes, aquela que possa me servir.

A Cruz = O Caos.

A noite fria e triste desses dias custa a passar.

Só não passa a vontade de ter você aqui.
Vontade que vem forte,
rouba a sanidade dos pensamentos.

Há uma morbidez de sentimentos espatifando tudo em mim.

Amo.

Apenas isso.

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Beijos galera, bom domingo e ótima semena pra todo mundo!

Edson Flávio

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"A dor é inevitável, mas sofrer é opcional."

A vida não é sempre um mar de rosas. Nem tudo, infelizmente, é só alegria.
Existem momentos que pensamos que o mundo vai desabar sobre nós. Como naqueles dias que não deveríamos ter saído da cama. Parecendo que o universo conspira contra a gente!
Pensamento mais negativo que esse, impossível!
Entregar-se a essa energia é preocupante. Pois acabamos "criando" em nós uma rotina de energia negativa, que atrai mais e mais energia negativa. Como dizia minha avó “coisa ruim, atrai coisa ruim”.
É sempre difícil lidar com as perdas e decepções que passamos. Sejam imateriais: Um amor, um ente querido, um amigo. Ou material: um carro, um emprego, uma casa.
Perdas são sempre perdas. Representam algo que foi, de uma forma ou de outra, subtraído de nós. Não há formas "boas" de perdas. Toda perda é algo que machuca, que nos marca profundamente.
Isso porque a perda vai muito além de uma pessoa ou de uma coisa.
É a quebra da expectativa de muitos sonhos não realizados, de muitas vontades não satisfeitas.
As feridas são certas, mesmo que sejam para nosso próprio bem, elas doem um bom tempo até cicatrizarem por inteiro.
Na maioria das vezes, quase sempre, não podemos mudar a situação, mas podemos escolher a melhor forma de lidar com ela.
E o que fazer diante de uma perda ou de uma decepção?
Disse um poeta que “a dor é inevitável, mas sofrer é opcional”. Isso resume uma tese certeira sobre como devemos lidar diante dessa subtração em nossas vidas.
Nessa fase tentamos, e muitos consideram impossível, retirar o que se pode da própria dor, alcançar forças, buscar apoio nos que estão conosco e no que nos restou. Por que, acima de tudo, ainda nos restou nosso bem precioso, que é nossa vida.
Importante, nesse momento, é uma avaliação dessa vida, dos desejos, dos sonhos, é hora da gente se re-alinhar. De aprender com o significado dessas perdas e dessas decepções. Pois este aprendizado pode nos valer em soluções importantes.
Não podemos esquecer que a vida é feita disso tudo, e tudo deve ser visto como um ingrediente para uma vida sólida. Uma vida plena de valores que vão influenciar em nossas decisões no presente e no futuro.
Seja qual for a sua perda ou decepção, não deixe de lado seus sonhos de felicidade.
Pois ser feliz amanhã é uma forma de ser infeliz hoje, e acredite: é hora de ser egoísta e pensar na sua própria felicidade.
Tenha amor próprio.
Priorize seus desejos e perceber-se como alguém que merece e pode ser feliz.

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio

domingo, 15 de agosto de 2010

Ser solteiro é um dom?

Hoje, segundo um site que vi pela manhã e pela minha surpresa, é dia dos solteiros! Como disse Lutti Jones “e tem um dia dos solteiros?”, pois então minha cara, tem! É e hoje!
Mas há o que se comemorar?
Existem, de fato, motivos para comemoração? Depende.
Depende de como cada um encara sua solteirice ou não.
O que é claro é que, muitas vezes, essa “condição” é opcional. Outras, nem tanto.
Estar solteiro faz parte, para alguns, de um projeto de vida. Opta-se por estar solteiro e “viver” a liberdade de decisões, de gostos, enfim, de vida. O que não implica em “estar” sozinho ou viver solitariamente.
Viver solteiro não é sinônimo de viver isolado ou sozinho.
Figura-se aqui o solteiro que não está “namorando” ou “casado”. Aceita-se para o “hall” dos solteiros aqueles que não possuem compromisso com alguém. (sobre compromisso, já falamos bastante nos textos anteriores, dispensando maiores considerações).
Lembro-me aqui de algumas frases, muito comuns e até certo ponto aceitáveis, para justificar o “estado” de solteirice que alguns escolhem:
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO ou SOLTEIRO SIM, SOZINHO NUNCA!
As duas frases expressam um desejo claro de viver a própria liberdade. De viver o “dom” de ser solteiro.
É certo que relacionamentos são cada vez mais complicados hoje em dia. E isto também afeta na escolha desse estado de vida, pois estar com alguém só para não estar no time dos solteiros não compensa. É enganar a si mesmo e principalmente, a outra pessoa. E isso não se faz!
Há, ainda, os que não concordam e acreditam que ser solteiro é azar, ou “problema”. Rss.. e por isso tentam de tudo, a todo custo, mudar essa situação.
Sendo dom ou não, importa que ser solteiro não seja correlato de infeliz.
Eu acredito que é um momento prazeroso de se descobrir.
Descobrir o valor de si mesmo, dos amigos, da família.
Pois só alguém que: é capaz de organizar a própria vida, de ser feliz consigo mesmo, de estar de bem com o mundo pode despertar o interesse de outra pessoa sobre si.
O estado de solteirice, sendo opção ou apenas uma fase, deve ser vivido com equilíbrio, serenidade e felicidade.
Então: aproveite a solteirice, aproveite sua vida!
Seja feliz e feliz dia do solteiro!
Beijos e até a próxima.

Com carinho de sempre

Edson Flávio

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"silêncio!"

eu te quero mais do que eu tenho do querer em mim.
és-me necessário como o ar.

sinto-te entranhado em mim e ao mesmo tempo te estranho.

como estrangeiro em terra livre
vagas vagarosamente.
tudo vês.
tudo sabes.

no avesso de mim te encontro
com a mesma face de outrora e sempre.

exegese e êxtase eternos.

tu, rosa-dos-ventos.
eu, barco à deriva.

tão distantes
tão próximos
tão diferentes e
tão iguais

água e óleo num mesmo pires
sendo achatados pela xícara matinal do cotidiano.

umas vezes, caminhamos de mãos dadas num jardim colorido de um dia lindo de sol
outras vezes, presos à vácuo num invólucro incolor, insípido e inodoro dentro de nós mesmos.

(as)sim! (sobre)vivemos.

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Beijos e até a próxima!

Edson Flávio

ps - obrigado pelo carinho e pelos comentários!!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

MOSAICO

Não mais trair o meu instinto
É preciso ouvir a voz que vem de dentro
É preciso ceder ao tremor de minhas mãos

Ao fremor da alma

De tanto rabiscar juras de amor me esqueci como se escreve uma carta
Uma bela carta.
Daquelas cartas que já nascem com as lágrimas.
Sagradas.... remidas...quase santas.

Meu coração é um mosaico.
Cada dia uma parte nova.
Cada parte se reparte.
Um eu que vai, um eu que fica.
E de tantas chegadas e partidas meu coração virou porto.

Ora “porto solidão”, ora porto multidão.

Às vezes a saudade é a liga que sustenta tantas partes.
Outras vezes é o amor.
O mesmo amor que toca e toma minha loucura
E inventa este poema.

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Este poema é um aperitivo pro próximo texto...

Beijos...e até a próxima...

Edson Flávio

sábado, 7 de agosto de 2010

(con)viver com paz+ciência

Oi gente... antes de qualquer coisa, perdão pela demora!!!
Prometo que não fico mais tanto tempo sem escrever... mas aconteceu tanta coisa nesses dias que foi impossível escrever!!!!
Deixando as desculpas de lado estou chegando com mais um texto novo para vocês, espero que gostem!!!
Olha que já tentei falar de outra coisa que não seja relacionamentos, mas tá ficando difícil...

E relacionamento é sempre algo que deixa a gente louco. (louco de amor ou louco de ódio...rss)
Tô mentindo? Rss
Já dissemos eu te amo! Que maravilha, quantas pessoas tem a oportunidade de saberem-se amadas e terem alguém do seu lado que possa dizer isso e é lógico dizer a todos a mesma coisa.
Mas não basta só dizer eu te amo!!! (eu disse que tá ficando difícil)
A gente (além de querer a pessoa pronta!) quer a pessoa igualzinho a gente! Rss..
Se a gente diz eu te amo quando desliga o telefone, a pessoa tem que dizer também.
Se manda mensagem no celular 10 vezes por dia, a pessoa tem que responder as 10 vezes. Do contrário é melhor nem escrever respondendo a décima porque a 11ª mensagem será uma bomba nuclear! Cuidado.
E os e-mails? Não respondeu? Mas como? Não teve tempo? O que custa parar 1 minutinho na frente do computador e enviar uma linha que seja? É definitivamente cruel.

Somos cruéis sim! E nem adianta balançar a cabeça de um lado pro outro quando lê o texto, porque a gente sempre espera que a pessoa (re)aja da mesma forma que (re)agimos.

Infelizmente nos esquecemos que não somos iguais. E ainda bem que não somos!
Somos seres ímpares e por diversos motivos tivemos experiências diferentes até chegarmos onde chegamos.
E se,mesmo depois de chegarmos onde estamos e por uma dádiva, ou outra coisa que se possa atribuir o mérito, em determinada altura da vida encontramos uma pessoa que nos ama ao ponto de dizer EU TE AMO todos os dias, ainda agimos "exigindo" que a pessoa seja como nós: é melhor (re)pensarmos sobre nossas atitudes.

E isso vale pra ambas as partes, sem culpar nenhuma.
O sentimento de culpa não combina com o amor.
O amor é ausência de culpa. Quem vive no amor não vive na culpa, pq o amor é sempre perdão! É sempre volta! É sempre vida!
Antes, durante e depois de todas nossas atitudes com a pessoa amada, mas nesse caso específico de querer que “a outra pessoa” aja como nós agimos, a máxima para atingirmos, juntos, um equilíbrio no relacionamento é a paciência.
Paz+ciência – a união de duas coisas: PAZ (porque ninguém consegue fazer nada perturbado) e CIÊNCIA (porque ninguém consegue fazer nada sem pensar)
É somente pela paciência que a gente consegue entender o outro, esperar o outro, conviver com o outro.
Não que isso substitua o amor, pelo contrário, só consegue obter essa paciência necessária quem já vive o sentimento do amor verdadeiro, forte, intenso, gentil, sério, maduro.
Entender os motivos que levam o outro a agir “assim” ou “assado” faz parte de um crescimento maduro. É crescimento dentro de uma relação.
Até porque viver na fase de “Alice no país das maravilhas” não dura a vida toda. Sempre chega a hora do “e o vento levou” ou então da “missão impossível” e por aí vai.
O que estou querendo dizer é que estes momentos que nos cercam numa relação, de certa forma, são momentos-chave para entendermos o outro e a nós mesmos.
Refletir sobre nossas práticas e sobre as práticas do outro faz bem. Mas isso deve ser algo sereno, tranquilo.
Deve ser algo cheio de paz e ciência.
Estar com alguém e (com)viver com essa pessoa é uma tarefa árdua, pela diferença das duas pessoas, mas é uma tarefa feliz.
Amar é um desafio sim, porém mais que um desafio é uma aventura.
Uma incrível aventura.
Boa aventura pra todos nós!

Beijos e até a próxima!

Edson Flávio

sábado, 24 de julho de 2010

Eu digo: Eu te amo!

Por que não dizemos mais “eu te amo"?
Qual o medo de dizer essas palavras?
Em meio a tais indagações me proponho aqui a expor não só meus questionamentos, mas também minha opinião da importância e necessidade de dizer: eu te amo!

Dizer essas três palavrinhas é antes de tudo compromisso!
E, talvez, isso seja o maior problema de dizê-las.

Quando declaramos que amamos alguma coisa estamos nos comprometendo com a mesma.
Se for uma causa, assumimos sua bandeira!
Se for uma música, temos pra nós um hino que sempre que executado revela de alguma forma algo muito importante e pessoal.
Se for uma comida, significa que é algo que nos dá muito prazer, quase uma necessidade vivencial come-la.
E se for uma pessoa?
Bem, é aí que mora o perigo.
Das coisas acima, a causa, a música, a comida, amamos sem esperarmos sermos amados.
Das pessoas, não é tão simples assim. Pena ! Mas é a pura verdade.
Amar algo inanimado é fácil. Seu compromisso pode ser rompido a qualquer momento.
Quando se conhece outro melhor, diferente, maior, mais gostoso, mais sensível, ja se muda o "foco" do amor.
E com a pessoa? É melhor rir pra não chorar.
Nós, seres humanos, somos dotados de um intelecto que muitas vezes não compactua com o coração!
Bem, e de onde então deve brotar a frase: eu te amo?
Pois bem, digamos que é uma operação físico-quimica-raciono-sentimental-etc e tal. (risos) Não resolvi o problema, mas apontei um norte? (risos)
Calma, não cortem os pulsos!
Amar nem sempre condiz com a razão. (clichê né? rss, mas é boa a frase!)
Dizer eu te amo, é tão difícil assim?
Será que não podemos dizer eu te amo a todo tempo?
Então, no meu humilde ponto de vista, podemos, mas desde que haja “compromisso”.

Por que dizer eu te amo para alguém é acima de tudo declarar “eu aceito”, “eu acredito”, “eu me comprometo”.
Sem vulgarizar, banalizar, trivializar, dizer estas três palavras é tirar do peito um desejo não extravasado, contido, reservado.
Às vezes as pessoas não sabem que nós as amamos.
Muitos, infelizmente, morrem sem saber. Isto é triste!
Não dizemos eu te amo, tão somente, para nossos companheiros, mas dizemos para os pais, irmãos, primos, amigos, tios, vizinhos, conhecidos, etc.
Por que dizer eu te amo é, de certa forma, espalhar amor.
Cada vez que dizemos eu te amo fazemos nascer uma flor nos nossos olhos.
Juntos podemos cultivar um jardim de amor no mundo! De amor pelos outros, de amor pela VIDA!
E por falar em vida, a vida de duas pessoas que se amam pode e deve ser um grande jardim.
Dizer “eu te amo” deveria ser algo tão natural e normal quanto dizer “bom dia!”.

É uma tarefa para o hoje, não espere amanhã para dizer, diga agora: EU TE AMO!

Beijos e até a próxima!

Edson Flávio

sábado, 17 de julho de 2010

APRENDER A AMAR - PARTE FINAL

Oi gente...um bom frio pra todo mundo!
Acho que nunca meu quarto ficou tão gelado. 13 graus! Oh my God!
Ainda bem que não é abaixo de zero..rss. Pras bandas de cá não estamos acostumados com essas temperaturas.
E por falar em frio, nese último texto da saga APRENDER A AMAR, vamos falar sobre o fim do amor.
Bem, nem sei direito e nem posso afirmar se realmente o amor acaba assim.
Sabe... igual quando acaba um doce, um sorvete, um pudim!
Acaba mas sempre deixa um gostinho de quero mais ou de nunca mais.
O amor, esse sentimento que nutriu nossos dias, meses, anos, muitos anos, pode um dia mesmo chegar ao fim?
Depois de minhas consultas... descobri que o amor acaba do jeito que veio... e, lembremos que ele não veio pronto!
Ele foi sendo feito com sangue, suor e lágrimas. E se desfaz seguindo os mesmos passos.
O amor, como tudo que nos rodeia e temos em nós, é uma construção.
Nós construímos e destruímos o amor. Aos poucos vamos demolindo a estrutura forte, ou não, onde habitávamos tranquilamente.
Somos nós os arquitetos de nossas vidas, sem dogmatismos religiosos, estou falando agora de pessoas que se amavam, desejavam-se e hoje não se importam mais uma com a outra.
Acabou o desejo de estar junto, de pensar em, a vontade de chegar do trabalho e cair nos braços amados e de noite dormir de “conchinha”!
Foi-se removendo pouco a pouco tudo que “construía” esse amor... É o fim da linha!
Eu pedia no texto anterior um amor inesgotável para cada um, e no fundo desejo isso mesmo, pra todos nós.
Por que precisamos de amor, precisamos de carinho, da companhia do outro, da presença, do toque, do abraço, do beijo, é nestas formas de expressão físicas que temos a manifestação tácita do amor.
Mas, infelizmente, o amor acaba devido a percursos mal feitos, palavras mal explicadas, “atos falhos” mal pensados, ou quando alguma coisa não saiu do jeito que a gente queria... ou ainda simplesmente mas não tão simples assim, muitos dizem ser este o maior motivo, o sentimento que parecia infinito deixou de existir.
A mãe de uma pessoa que amo muito disse que “o amor acaba sim, mas não acaba de uma vez” e eu concordo com ela, até porque o amor não nasceu de uma vez. Ele vai acabando aos poucos. Um pouco de cada vez, como uma vela que vai queimando, queimando, queimando... até extinguir-se...
Admirar a extinção de uma vela é triste. Chega a ser desesperador... parece que nos instantes finais aquele pavio ganha força, fica imponente, esforaçando-se pela existência... e vai diminuindo, diminuindo... até entregar-se. Primeiro um chiado e depois uma fumaça esmaecendo no nada, deixando apenas o odor de uma chama extinta.
É assim: o amor acaba, acaba aos poucos, mas não sai de nós.
Como uma marca indelével, ficam conosco todas as lembranças, boas e ruins desse amor, que nos servirão, talvez, para “construirmos” uma nova história.
Mas, um conselho: lugar de entulho é no lixo.
Se essas lembranças servem apenas para atrapalhar sua vida, jogue-as todas fora! Liberte-se. Livre-se da tristeza.
Abra-se ao novo, abra-se ao amor que vem! Seja feliz sempre!
Pois só consegue amar de verdade outra pessoa, quem consegue ser feliz sozinho, mas não quer ser feliz sozinho a vida toda!!!
Continuo desejando, para todos nós, um amor inesgotável... e se não for inesgotável...que seja como disse Vinícius de Moares... “eterno enquanto dure”!
Um enorme beijo a todos.
Até a próxima...espero que com menos frio.

Edson Flávio

sábado, 10 de julho de 2010

Aprender a amar II

De fato eis a questão: como aprender a amar?
Não resolve nosso dilema apenas dizer que o amor é aprendizado pra toda vida e que cada dia se aprende mais sobre o próprio amor e sobre quem a gente ama.
Sim! Porque ninguém ama sozinho.
Mesmo que seja um amor não correspondido, há sempre o outro lado, que não ama, que despreza, que repudia, que se vangloria mas que não co-responde!
Triste?
Sim, triste. Mas não o fim.
Não é o fim porque esse sentimento, O AMOR, ele NÃO CHEGA PRONTO!
E por isso é tão necessário aprender a amar.
Lidamos com o Amor como se este fosse algo fácil de se lidar.
Numa única metáfora: o amor é como preparar o arroz de cada dia.
Perceba: o amor é simples, mas não é fácil.
Quem nunca queimou o arroz?
Tudo é uma questão de combinação: tempo de espera, ingredientes certos, dedicação, cuidado, e por ai vai.
O amor é assim. Não há regras, há modos de se aprender. De se perceber, de se servir, e por que não, desse amor.
Até mesmo o outro lado. O que não ama? O que não percebe? O que não co-responde?
Esta pessoa também aprendendo a amar. Lógico que por outra via.
Ah! e tem isso: o amor, as vezes, escolhe vias não muito “agradáveis” de se fazer entender.
Mas... nós, que amamos e estamos aprendendo a amar, estamos aqui sempre nessa “(des)ventura” de experimentar o amor.
E estejamos livres de (pré)conceitos!
Sempre é bom dar asas ao amor e viver!
Entregar-se sim! Mas, com reservas.
Não precisamos entender tudo sobre o amor numa noite!
Guarde pro dia seguinte.
Mamãe sempre diz, numa lição de administração familiar, quem economiza hoje sempre tem pra amanha!
Por que comer as duas paçoquinhas agora, se eu posso comer uma hoje e outra amanha?
Amanha quando eu quiser terei o mesmo prazer de antes.
Façam o teste.
Guardem sempre um pouco de amor pro dia seguinte.
Não estou dizendo pra não amar.
Pelo contrário: ame, ame muito, mas com moderação.
Tudo que é demais enjoa ou acaba logo!

Desejo um amor inesgotável pra cada um.
Mas e se esgotar? Será que esgota?

Humm... rsss
Acho que isso pode ser o texto da semana que vem!

Um grande beijo e até a próxima!

Com carinho de sempre

Edson Flávio

domingo, 4 de julho de 2010

Aprender a amar...

É tão difícil dizer sobre isso. Mas vamos lá!
Tudo começa sempre num olhar? Não necessariamente.
Não do olhar nos olhos, isso talvez venha a acontecer bem depois.
Mas é pelos olhos que entra a paixão. Ou digamos o amor.
Vou tratar aqui do amor não como patogenia, mas como sentimento que abrange todos os nuances do querer bem. Do querer estar com, do querer alguém pra sempre do lado. Do desejo incrível e impensável de sentir-se amado e amar. Eu te amo e pronto! Legal assim.
Superada a fase do olhar! Entramos no nível daquilo que chamamos fase do conhecimento.
Sim porque aprender a amar, supõe conhecer o amor.
O amor, aqui, diga-se: a pessoa que amamos.
Seguindo o raciocínio: vamos observar, olhar com mais detalhes.
(O olhar é sempre importante...)
Nessa fase aprimoram-se os sentidos.
Todos os detalhes tornam-se grandes.
O que antes era minúsculo agora se agiganta.
Tornamo-nos exigentes. Criteriosos.
Passamos em revista tudo que nos apetece.
Como carrascos deixamos que nosso senso de exigência e perfeição ultrapassasse aquele olhar apaixonado e aquela música doce que embalava nosso dia.
Alguns amores, infelizmente, não passam dessa fase.
Muitos relacionamentos param por aqui.
O crivo do crítico foi muito grande. Implacável, intransponível.
Amigos? Sim. Amigos. Cada um segue seu rumo. (uma amizadezinha, sem comentários...)
E agora? Deixa prá lá. Já foi!
A todos que acreditam terem superado essa fase ou que ainda não passaram por ela, um aviso: essa fase não tem fim.
Perceber, conhecer, entender a outra pessoa é tarefa perene e diária.
Não tem fase, não tem momento.
Casais que estão juntos há 10, 20, 30 anos, ou 1, 2, 3 meses ou anos, todos podem dizer com a máxima certeza que cada dia conhecem mais seus cônjuges.
Experimentam essa alegria da descoberta diária do conhecer-se, através do amor.
Pois o amor nos torna dóceis ao conhecimento. Ele nos instiga o desejo de conhecer mais, para amar mais.
É o amor um sentimento que nutre-se dessa novidade do conhecer-se.
Uma nota: O amor é simples, mas necessita de aprendizado.
Um aprendizado ad aeternum.
É algo que começa no olhar e não termina nunca.
Quanto mais se conhece, mais se ama.

Por fim, conheça muito.
Mas, ame mais! Ame demais!
bjs e até a próxima

Edson Flávio

quarta-feira, 30 de junho de 2010

na terça feira a noite...

umas coisas preocupam mais,
outras menos.

coração apaixona e desapaixona.
se entrega
se decepciona

se ganha e se perde numa mesma noite.
sonha-se e acorda-se.

está feliz, mas tem medo por causa das experiências passadas (esse passado sempre presente)

percebi que a gente não tem que ficar determinando muito.

temos que ouvir muito.

amar muito.

a gente sempre termina porque quase odeia.
e odeia porque não sabe explicar por que ama-se tanto.

não sabemos parar de pensar
não sabemos parar pra pensar.

Só queremos o óbvio: amar!

domingo, 20 de junho de 2010

Partida de Futebol

Hoje não tem problema.
A galera chega cedo.
Criança correndo pela casa.
Cada um traz alguma coisa.
Tudo tão alegre. Tudo enfeitado, parecendo natal.
A cerveja trincando. Toda de noiva esperando.
Liga a TV.
Mulheres pra cozinha.
Machos na sala.
Crianças no quintal.
Almoço pronto. Um furdunço de novo.
Acabou, cada um no seu lugar, hora de esperar o Galvão.
Eles chegaram.
Entrando em campo, aquela tensão.
Corre prum lado, corre pro outro.
Já não tem unha nos dedos.
Traz amendoim. Traz a cerva!
Tensão
Tensão
Tensão
Ai...o grito!
Um ufa geral.
Dois ufa geral.
Três ufa geral.
Sem unha geral.
Mais cerva.
Gritoooooooooooooooooooooooooooooooooooo.
Alegria geral.
Abraços.
Pagode.
Sorrisos.
Cada um volta pro seu mundo.
E o no sinaleiro amanhã outra criança vai me dizer: tio me dá um real!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Saber esperar

Sozinho no escritório aguardo meus pacientes e pacientemente escrevo. À luz de um dia radiante de sol onde o país para frente aos televisores para assistir o primeiro jogo do Brasil no campeonato mundial.
Euforia nas ruas, frênesi total, quase uma hipnose coletiva. A mim, nem tanto. Nunca fui dado aos esportes. Muito menos ao futebol. Confesso que essa paixão futebolística também me atrai, mas ela é inconfessável, assim continuo meu contraponto.
Esperamos, pacientemente, aprendendo e jogando até que outra copa chegue.
Isso tudo foi apenas para tentar começar um texto que insiste em não sair. Talvez porque ainda não “tá pronto”!
Queria muito falar de uma frase que ouvi outro dia de uma amiga, numa dessas noites de boemia. Alias nem tão boêmia assim, mas que sempre são maravilhosas, muito alegres e cheias de confidências. E numa dessas confidências essa amiga diz: A gente quer a pessoa pronta!
Pensei: o que é estar pronto? Será que estamos prontos?
Bem, o assunto, meu nobre leitor já deve bem saber, é o relacionamento entre duas pessoas.Ponto.
Quando começamos um relacionamento ou decidimos iniciar um contato mais próximo com alguém, é sempre com o intuito de ser para sempre. Parece que tudo nasceu com vocação de eternidade. Tudo é pra sempre, só que esquecemos que o Renato Russo já cantou que o pra sempre, sempre acaba.
Ele é o homem da minha vida!
Ela será a mãe dos meus filhos!
Calma, calma, calma. Alto lá!
Queremos resumir 20 ou 30 anos em 30 dias, ou menos.
É uma vontade de tudo pra ontem que perdemos a magia da espera.
A transformação que advém da espera traz a têmpera que conduz o espírito à serenidade.
E não! Ninguém está pronto. Eu não estou. Você não está. (Enquanto escrevo sinto que nem deveria estar escrevendo. Não estou pronto!)
Saber esperar é difícil.
Como a mãe espera um filho, a terra seca espera pela chuva, o girassol pelo sol, o cais pelo barco, a praia pelas ondas,...
Tudo é espera. Silenciosa ou não. Saber esperar é um dom!
A ansiedade é a escavadeira que abre o abismo da incerteza.
É importante aproveitar mais esse tempo de agonia, quero dizer de espera, para amadurecermos o espírito. Apaziguar certas coisas. Aparar as arestas.
Duas pessoas são duas pessoas.
Até porque se a gente estivesse pronto tudo seria tão fácil. E tudo que é fácil demais perde seu valor.
Querer tudo para ontem só atropela as coisas.
Sem pressa. Na paz! Vamos viver um dia de cada vez e nos preparar sempre para o outro, para o amor, para a vida!
Beijos e até a próxima.

sábado, 12 de junho de 2010

Atentado

quero botar fogo nos motéis
fechar os bares da cidade
explodir os restaurantes.

de botas pretas
arma em punho
separar as bocas
jogar gelo triturado nos corpos tesos

desligar os celulares
bloquear as redes
cancelar as surpresas

promover a cegueira coletiva
promover a mudez coletiva

despejar insensibilidade sobre a terra.

apagar as velas
apagar a lua
limpar a rua
deixá-la nua

acabar de vez
com tudo isso.

por fim,
em mim.

(à rita gelatti)

poesia ainda viva

da tua boca
oca
ouço
preso no calabouço
d´alma (sem)
calma

sinto (não)
minto (?)


busco seu
busto, a todo
custo

quero seu
colo, seu
peito
inteiro, seu (a)
braço
largo
seguro
duro

corpo
morto (?)


apressado
urgente
agora.

Quando a arte toca a vida

Hoje sei o que é “catarse”, no maior precisão do termo aristotélico.
Lendo o texto “Aqueles dois” do saudoso Caio Fernando Abreu, autor que conheci recentemente e que morreu em 1996, de uma vasta e intensa produção, indiscutivelmente emocionante, reflexiva, existencial!
Hoje experimentei a catarse, a cooptação.
Experimentei o toque do texto, vi a cena, vivi.
Um texto simples. Sem problemas a serem resolvidos.
O que era para ser apenas uma leitura em sala de aula, tornou-se fruição, experiência literária, transe. Silencio. Lágrimas. Silêncio.
Sinto até agora o texto.
Sinto até agora o calor no corpo.
Sinto até agora Raul e Saul perto de mim.
Amo sua(s) historia(s).
Vivo.
Não há como negar, parafraseando Antonio Candido, que a literatura nos humaniza, nos devolve o universo fabulado.
A literatura nos restitui o mundo que o egoísmo, a frieza, a guerra, a tirania tirou de cada um, tirou da humanidade.
Ninguém vive sem literatura como ninguém vive sem o pão de cada dia.
A utopia é necessária, como no dizer da poeta Natália Correia, Ó subalimentados do sonho! a poesia é para comer.
Vamos comê-la, devorá-la.
Bon appétit.

Beijos e até a próxima.

Agradecimentos:
1- a minha colega de mestrado Luciene por primeiro ter falado desse cara (CAIO FERNANDO ABREU)
2- ao Prof. Dr. Emerson Inácio (USP) por ter proporcionado o momento de catarse.

sábado, 5 de junho de 2010

Uma tarde fria em Cuiabá

(Falando francamente)
Temos ritmos diferentes.
Não queremos atropelar as coisas.
Você disse que não quer.
Eu também não quero atropelar.
Então...
Estive pensando sobre sexta a noite.
Querendo ou não a gente atropela as coisas.
Sem ser hipócrita, mas a gente se deixa levar por uma série de coisas: carência é uma delas.
Achei ótimo o que aconteceu e com quem aconteceu.
Mas poderia ter sido com uma pessoa que não fosse legal.
A impressão que tenho é que faço pelo avesso.
O começo suuuuuuuuuper intenso.
Depois vem a razão e a necessidade de se brecar as coisas.
Você não vê assim?
A gente se doa sem se conhecer.
Não to questionando...
Foi bom, mas é estranho.
Arruma-se intimidade onde ainda não existe.
A gente se encanta sem saber se o outro tem chulé ou mau hálito.
Se tem hábitos parecidos com os seus, essas coisas, etc.
Você se joga mais, mas a vida é aprendizado.
Eu sempre vivi solteiro.
Então não é novidade.
Eu gosto muito do frio.
Hoje em Cuiabá parecia uma tarde fria de Paris: céu cinza querendo se iluminar...
E no frio a gente fica mais bonito...
...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O leão nosso de cada dia.

O mês do trabalhador acabou!
Escrever toda semana para mim é um trabalho gostoso e as vezes árduo, mas é um trabalho.
E nunca se deve deixar um trabalho de lado mesmo que seja pra realizar outro.
Se você assumiu é porque é capaz! Acredite.
Se não deu certo hoje. Se você ta sem pique. Sem clima... Relaxa.
A gente mata um leão todo dia. E existem horrores de leões por aí. (risos)
Matemos-los!
E quando não conseguimos? Paciência.
Não é nada fácil aceitar as derrotas da vida.
Não é fácil aceitar os problemas da vida.
Sei lá, às vezes ficamos remoendo coisas velhas.
Guardando tudo no bauzinho das recordações tristes.
Que tal a gente parar com isso?
Vamos olhar pra frente!
Aprendemos muito mais com os erros do que com acertos. São coisas da vida.
Não se pode ganhar sempre. Não é só de vitórias que se vive.
Comece a juntar os fatos e perceba.
Você sempre cresce com estes acontecimentos. Todo mundo fica esperto depois de um tombo de bicicleta... aliás eu só caí uma vez! rss faz tanto tempo...
Sei que a gente fica mais forte.
A natureza das coisas diz isso.
A vida se refaz constantemente. A borboleta antes foi lagarta.
Para que provássemos a doçura do fruto uma flor teve que morrer.
As coisas são o que são.
O mundo não para até que resolvamos nossos problemas.
E você, por favor, não pare nunca!Não desista nunca!
Sê forte.
Viva e deixe viver.
Boa semana...
Beijo no coração.

sábado, 22 de maio de 2010

MEU ANJO

Oi gente... um texto escrito em 2005 em mais um momento de devaneio...
Bjs e até a proxima...

... Meu anjo....
É sempre frio onde meu coração está. Porém ao amanhecer do terceiro dia o túmulo está vazio.
Olhando pela janela do quarto, por entre as arvores da floresta negra via um anjo deitado. Antes de perguntar-me se poderia um anjo cair do céu. Agora a pergunta era: o que um anjo faz aqui? Na minha floresta!
Será talvez o anjo da guarda que pra me proteger resolveu “aparecer”. Será um anjo desencarnado no corpo do ser que me fará feliz? Presente de Deus?
Mediante ao evidente empenho de comunicar-me com esta criatura resolvi tomar um banho que a contar da temperatura lá fora não congelei por um triz.
O fogo que me ia por dentro aquecia-me de tal forma que quando vi estava dando as mãos para a criatura celeste.
Seu olhos eram lindos, cristais da alma amada. Não tive dúvida. É o amor da minha vida.
A pessoa com quem serei feliz. Mas, espere, não reagiu.
Não demonstrou ser o que eu penso.
Tudo bem, adormeço em meio ao frio que me cerca e tento juntar forças para enfrentar o amanhã.
Na manha cinza de mais um Corpus Christ um novo olhar me seduz, diferente do olhar passado. Já não sai da minha cabeça. É um olhar que fica.
A sexta-feira passa e somente a noite o olhar olha aberto e sorri. Capta. Beija. Beijo resposta.
As bocas nada pronunciam, não são necessárias as palavras nesse jogo não verbal. A linguagem aqui é outra.
O vinho que embriaga meu ser, via Baco, com Baco, por Baco e em Baco, é viés das declamações e juras de amor que são ouvidas nos quatro cantos da terra.
Os anjos decaídos imploram por redenção neste amor.
Os Principados, os Tronos, as Potestades todas estão dispostas a intervir neste destino.
Em nosso delirante amor nos deleitamos e deitamos na estrada deserta da vida, na lua que se espraiava pelo asfalto frio. Na relva verde que orvalhada exalava a chegada do dia e refletia o brilho dos primeiros acordes pontudos da manhã fria que rasgava o véu da noite escura.
O vento sul que passava, enlaçava nossos corpos nos unindo numa espécie de dança cósmica.
As bocas se bocando, as mãos se malinando, os corpos se copulando, as almas se almejando e o amor amando.
Um sonho.
Cadê meu anjo?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

VIDA SEM PAIXÃO É FODA!

Oi gente...

No sinal de trânsito, vi uma faixa e descobri que hoje é dia mundial da luta contra a homofobia! E, ao chegar no trabalho, li num artigo do jornal que não basta só levantar bandeira, tem que lutar. Agora eu digo, e lutar em todos os sentidos.
Isto inclui lutar por um grande amor, ou se for o caso, uma grande paixão. Sim! E porque não? È isso mesmo, lá vem eu novamente falando de paixão. (Risos).

E o que é a paixão? o que é estar apaixonado?
A Wikipédia (biblioteca dos internautas) não é muito animadora pra definição:

A paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil) é uma emoção de ampliação quase patológica. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.
Nem vou continuar porque as definições são as mais cortantes...(risos) dá até vontade de não se apaixonar nunca e passar logo pro estágio do amor. Mas...

Bom, já Houais, define que “ paixão é uma emoção muito intensa” pronto. Creio ter achado a definição mais adequada.

Fazer o que, é assim: a paixão move o ser humano. Viver apaixonado, por alguma coisa, é importante. Dá todo um colorido pra vida,e as vezes dolorido, mas sem essa de martírio. Paixão dolorida só a de Cristo! ABRE ASPAS E foi por uma boa causa. Foi o ato extremo de amor. Só alguém apaixonado pela humanidade poderia ter feito o que Ele fez. FECHA ASPAS.

Outro dia chamaram meus textos de confessionais demais, apaixonados demais.
Mesmo estudando literatura sei não... a confissão é sempre pessoal e tentar entender as pessoas pela literatura que escreve é sempre um risco. Diga-se de passagem, Florbela Espanca. Que só pq a coitadinha suicidou-se e tinha uma escrita pessimista em relação à vida acharam que a poeta era depressiva. Suicídio era moda. Ainda bem que essa moda passou.

Mas, voltando ao assunto, antes que eu me perca, acho necessária a paixão.
Os grandes movimentos e momentos da humanidade foram motivados pela paixão. A história dá conta disso.


Quanto a mim. Gosto de estar apaixonado, sentir-me apaixonado. Sinto-me vivo.

Recebi um telefonema. Acho que estou apaixonado. (risos) Eu disse acho. Não tenho certeza ainda. Estou percebendo os sintomas.


E não há medidas para a paixão. Não há pré-seleção. Não há regras. Há sim, um forte desejo, quase que incontrolável de querer bem, querer já.
Os benefícios são inúmeros, mas há de se ter paciência, serenidade e calma para não sucumbir aos malefícios da paixão.

Antes de qualquer coisa sou alguém apaixonado pela vida! E creio que você também deve procurar ser assim!

Tente! Vamos lá. Sorria. Apaixone-se. Busque algo para acreditar. Para lutar.
Vá ser feliz! Vá viver uma grande paixão seja ela por quem, ou por o que quer que seja!
Apaixone-se! Viva a paixão!


Ah, um belo dia chamaram meu texto de poesia podre. Nem liguei. Pessoa sem paixão é foda. (argh)

Poesia sem paixão, não é poesia.


Beijos e até a próxima.

sábado, 8 de maio de 2010

Minhas mães

Falar de mãe não é fácil.
Até porque mãe não se explica.
Tem-se ou não.
E só quem tem sabe o que é ter e, infelizmente, quem não tem só sabe o que é não ter.

Das muitas coisas na minha vida uma sou grato ao “cara lá do céu”: tenho várias mães!!!
Se ter uma mãe é bom, imagine ter várias.

Apenas uma gerou-me, até por que não poderia ser gerado por mais de uma..
Dona Cida minha progenitora, a primeira que tocou, ou melhor, a quem eu toquei, mas vá lá... que eu chutei por longos nove meses..rss.
Enfim, eis o rebento! Que arrebenta com ela até hoje.
Amo-te mãe. Obrigado por tudo até aqui.
Bom, queira ela ou não, Dona Cida divide suas funções de mãe com outras mulheres.

Das mães do coração às mães do intelecto todas são, no mais taxativo termo, mães pra valer!

As mães do coração, mães do espírito ensinaram-me que a vida nem sempre é fácil, mas que um sorriso no rosto é fundamental.
Ensinaram-me que lutar é preciso, que perder acontece e que a vitória não se comemora sozinho.
Disseram-me que ser homem:
Implica em ser sério, mas não mal humorado.
E que respeito se conquista, à medida que se respeita.
E ser espiritual não é ser alienado.

As mães do intelecto, as mães das letras, da ciência, da razão.
Elas, assim como as outras mães, sempre presentes, sempre mães.
Delas aprendi que um homem não deve desistir dos seus sonhos. Mesmo os mais loucos, os mais impossíveis.
Delas aprendi:
Que a ciência não remove a fé. Mas que a fé move o homem.
Que nem sempre a minha idéia era a ideal.
Acreditar em mim, no que eu posso entender e no que eu não posso mudar.

O bebê de 30 anos atrás só é o homem de hoje graças a todas estas mães:
A minha mãe Dona Cida,
As minhas mães do coração
As minhas mães do intelecto.

Nem mais, nem menos, na medida certa: MINHAS MÃES!

Amo cada uma em particular e hoje apenas um dia a mais pra dizer o quanto és especial.
Edson Flávio
Seu filho

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ninguém nasceu pra ser sozinho...

É..volta e meia estou eu aqui fazendo conjecturas sobre o relacionamento com o outro.
Enfim, vamos lá..rss...

Conversando com uma amiga (uma das princesas do post anterior, e pra ser sincero acho que com todas ao mesmo temp..rss) tocamos no assunto das redes de relacionamento.. Orkut, facebook, quepasa, twitter, badoo, sônico, etc, etc, etc...
Cada dia aparece uma, com ferramentas, jogos, layot´s, utilitários, etc etc etc...
mas sempre com o mesmo objetivo CONECTAR-NOS.

Percebeu? Não é nenhum mandamento eterno que ninguém nasceu pra ser sozinho, mas é que ninguém consegue SER SOZINHO. Não há como! Não há meios!
E nesse momento eu estou me referindo a “presença” de alguém, seja real ou virtual.

É inegável a necessidade do toque, do abraço, do cheiro, mas e quando isso não é possível? O que fazer, se nas rodas dos barzinhos, na noite, no dia, no trabalho, na escola, as relações tornam-se cada vez mais pesadas.
Pesadas não seria o termo, mas digamos que COMPROMISSADAS!
Sim é esta a palavra. COMPROMISSO.

Conhecer alguém, no termo literal da palavra, na antiguidade e nos escritos canonizados significava CONHECER LITERALMENTE, A VIDA, O ÍNTIMO, por isso a palavra divina que diz DEUS ME CONHECE DESDE O VENTRE MATERNO. Ou ainda JOSÉ que CONHECEU MARIA, mas esta engravidou por obra do espírito de Deus. O verbo conhecer está ligado a idéia de COMPROMISSO, porque depois que CONHECEMOS ALGUÉM temos um compromisso com essa pessoa.

É lógico que não como Deus que enviou seu filho pra morrer por nós (sim, sou católico! Obrigado!) e nem como José que, reconhecendo o milagre divino, levou Maria para sua casa (em outros termos casou-se!)

Mas..voltando ao Compromisso de lá! Esse compromisso que “criamos” com as pessoas que conhecemos tornam as relações pesadas. Por que?

Por que justamente tem sido cada vez mais difícil cultivar relações verdadeiras e duradouras.

Então face ao medo de “perder” o que se CONHECEU, tem-se as seguintes atitudes:

Exige-se fidelidade a longo prazo.
Cumplicidade 24hs.
Bom humor constante.
Braços abertos sempre.
Ombros dispostos.
Mão estendida e...
principalmente MSN sempre “on line” e celular ligado!

Ouse quebrar uma dessas regras. Foi-se! rss.

Há no ser humano uma necessidade de estar conectado a alguém. Sempre!

O homem, podemos dizer, o ser humano não nasceu pra ser sozinho. Pode até estar sozinho, mas precisa comunicar-se, mesmo em sua solidão.

A comunicação é inerente ao homem! Está presente nele. Não há escapatória!!! rss

O ser humano é todo comunicação e por isso cria redes, cada vez mais intensas e variadas, como forma de conectar-se aos seus pares. Sejam eles de perto, ou de longe.

E viva a comunicação!

bjs conectados.

até a próxima!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Minhas princesas...

Galera, bom dia!
há tempos não passo por aki, perdão!
Mas minha vida tem sido uma loucura, até de nome o blog mudou, mas calma! as postagens antigas continuam aki.
O post de hoje é um carinho para algumas pessoas especiais...
Espero que todos gostem.
Beijos

MINHAS PRINCESAS
Eu agora com os sentidos apurados em alto teor etílico de certo posso descrever, com o perdão dos erros e esquecimentos que a noite de hoje foi diferente

Havia quatro princesas dentro daquela carruagem. Sim havia. Nunca pude entender como pude ter o privilégio de conhecer tais princesas.
Mérito meu? Presente de Zeus?
Salvo engano, eu não mereço.
Mas estas princesas, é certo, me deixam louco com tanta beleza.

A primeira princesa e a que conheço a mais tempo vem do reino das mulheres fortes. Um lugar onde todas as mulheres governam com cetro de ouro e acima de tudo não são submissas aos caprichos masculinos. Os homens de seu reino lhe servem à boca, lambem seus pés, mais vassalos que a própria idade média indicou. São fortes, mas são frágeis. Dóceis, indecisas. Neste reino as mulheres, como sua princesa, desejam que um príncipe as possua e as domine, sem jamais perderem sua autonomia e determinação. Em seu reino o que vale é o amor, pois sonham em serem amadas. Precisam de amor urgente. Não que ninguém as ame, mas precisam ver e sentir esse amor.

A segunda é princesa deste primeiro reino, mas por mérito ganhou de seus pais outro reino, muito maior, mais imenso, cibernético. É uma rainha do futuro. Já teve decepções, mas possui troféus. O maior deles, em seu significado, tem o dom de fazer os outros felizes. É uma delícia de princesa. E torna seu reino o mais delicioso de todos.

A terceira rainha é do reino das administradoras ferrenhas, sérias, sisudas, mas nem por isso deixam de serem amáveis e queridas. Sua alma, sua palma. Sua métrica é certa. Seu calculo, preciso. Não há meio termo. A decisão esta sempre presente, como fato decisivo, nem abrem brechas para amigos mal intencionados. Em seu reino todos devem ter seu balanço zerado ao final do dia.

A quarta rainha, talvez a mais frágil. De saúde débil, porem, vem do reino que cura todos os males. Seu dom é o de cuidar. É ela que socorre a todos. Seu carinho e sua atenção fazem dela alguém única. És princesa por que cuida de outras princesas como cuida de seu povo, de seu reino.

E foram com essas quatro princesas que minha noite mágica e etílica se passou.
Antes lembro que houve duas outras princesas de reinos distantes que vieram oferecer atenção e amizade as demais princesas minhas. Eu agradeço em nome das minhas princesas que agora descansam o sono real.

Doces, dignas, dóceis, amigas.

Beijos para Carol, Aline, Carina e Bárbara, minhas princesas!

terça-feira, 30 de março de 2010

We are the world

Oi gente...tempo né!!! rss.. vou contar agora pra vcs uma história que aconteceu hoje comigo. Necessariamente não nessa ordem e nesses termos, mas não sei...só sei que foi assim... (Salve Suassuna!)

Um dia uma criança me parou, olhou-me nos meus olhos a sorrir. Caneta e papel na sua mão, tarefa escolar para cumprir. E perguntou no meio de um sorriso:
me explica uma coisa...o que leva a gente a acreditar que um outro mundo é possível?
O que leva a gente acreditar que quem nunca foi do nosso mundo possa acreditar em nós?
Eu queria que alguém pudesse me dizer e me fazer acreditar.
Enfim estamos nós aqui ainda sonhando com um mundo melhor. E eu ainda continuo acreditando...

Eu disse: mas essa é a mola do mundo. O sonho. Justamente o sonho que engendra a vida. A utopia.
Ouvindo o que eu falei ela me olhou, seus olhos não saiam do papel, e deu-me um abraço demorado e ao meu lado foi dizendo assim:
vamos continuar sonhando com um mundo que nos entenda. Um mundo onde possamos ser nós mesmos, sem que ninguém ache que não somos os ideais. E de fato, nós NÃO SOMOS IDEIAIS , MAS NÓS SOMOS REAIS. E ACREDITAMOS NUM MUNDO MELHOR!!!
Olhei pro seu sorriso, abracei-a e disse
“É verdade , nós vamos fazer um dia melhor.”* Pois nós somos o mundo!(We are the world).
Amamos o mundo e nossos semelhantes.
Enfim... cumprimos nossa missão aqui na terra.
Levar amor, ser amor. Amar e ser amado.
O mundo precisa de amor, todos nós precisamos.


Bjs e até a próxima.



*It's true we'll make a better day

terça-feira, 23 de março de 2010

Por um pouco de paz...

Um dia desses recebi um email de um amigo evangélico que num estado de indignação pedia que repassássemos uma corrente (span) como atitude de repulsa pelos atos governamentais que poderiam cercear o direito de culto e atividades das instituições religiosas.
Até aí um fato, tudo bem, tem o meu apoio, pois realmente espanta essas leis, que os homens (das leis), com tanta coisa pra se preocupar, preocupam-se com os que menos mal causam ao Brasil.

Mas eu discordei de uma coisa.

Ando um tanto quanto reflexivo, talvez efeito do mestrado... ou, seja mesmo a indignação diante de tanta barbárie diária, que tomamos como se fosse vacina, tentando nos curar com o próprio veneno, só que em doses homeopáticas.


De todas as propostas de leis descritas, uma desalojou o rabujento aqui...rss... Eles repudiaram a idéia de se ter o dia do orgulho gay.


QUAL O PROBLEMA DE Querer que o dia do 'Orgulho Gay' seja oficializado em todas as cidades brasileiras?

Sei de todos os dogmas,versículos bíblicos, que é isso, que é aquilo, mas as leis que o email defendia, são diretamente ligadas ao DIREITO DE CULTO (a lei se aplica a todas as igrejas e não somente aos evangélicos, atenção para isso, afim de que não se faça uma má interpretação da lei )

Entendo, e tenho muito claro também que, negar O DIREITO AO CULTO DOS EVANGÉLICOS é NEGAR O DIREITO EXPRESSAR SUA FÉ, SUA CRENÇA, correto?

Pois bem, então porque negar a minoria gay de ter um dia onde possam livremente EXPRESSAR NO ACREDITAM, NO QUE PENSAM?

E daí se incomodam?
Será que todos os vizinhos dos grandes templos evangélicos ou carismáticos gostam da gritaria? Do barulho? Do “movimento”? não viemos para agradar o mundo todo.
Nem o Filho de Deus agradou.


Indiferente da religião ou do discurso salvador do qual mundo judaico-cristão, neoliberal apresenta. Pergunto:

Não somos livres?
É proibido privar uma minoria de ter um dia só dela?
não existe um dia dedicado aos negros?
não existe um dia dedicado a luta campesina?
Não existe um dia da árvore? (nem sei pq dei esse exemplo...rss)
não existe um dia dedicado pra tanta coisa que a gente nem sabe que dia é esse?

Então, Com todo o carinho que tenho pelos meus irmãos evangélicos:
Lutem pelo dia do orgulho evangélico se esse for o caso, da luta evangélica sei lá, de algo que seja evangélico.
Mas negar a luta da minoria gay que tem seu modo próprio de se expressar é cercear muito a liberdade do outro.

Defender o direito ao culto de vcs como de qualquer religião, eu tb defendo.

Acho digna toda luta, desde que seja pela paz e pela liberdade dos seres, pois a Declaração Universal dos Direitos Humano é clara: nascemos livres e dignos de direitos.

Ela apenas impõe uma condição básica. Que para assegurar essa liberdade e esses direitos: nós, seres humanos, "Dotados de razão e de consciência" devemos "agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”

Respeitar a diversidade é um princípio da fraternidade e da paz!

Beijos e até a próxima.

domingo, 21 de março de 2010

Além do arco-íris... um paredão gay no BBB10.

Volteiii...desculpa pelo sumiço.
Olha... não sou chegado em BBB, mas hoje o fdp do Pedro Bial me fez chorar.
Nem quero falar do circo que ele fez em torno do paredão cor-de-rosa de hoje, mas ele usou de uma música que há tempos quero colocar nesse blog. O referido apresentador foi muito feliz nas palavras que disse sobre os brothers Sérgio e Dicésar. Orgastic saiu, Dimmy ficou. Lágrimas e sorrisos coloridos.

As palavras e letra da qual me refiro é da música Over The Rainbow. Uma das canções mais famosas do final da década de 1930. Muitos dizem que esta canção personifica as esperanças e sonhos de juventude sobre um mundo ideal de amor e alegria. Foi especialmente escrita para mostrar os talentos de Judy Garland no filme O Mágico de Oz, de 1939. Posteriormente a canção acompanharia a atriz durante sua vida; em todas suas aparições públicas ela era solicitada a cantá-la.

A letra toca pela simplicidade e sincera melancolia que enquanto acalenta a alma, embala os sonhos... nossos melhores sonhos, de uma vida mais feliz, de um mundo melhor... cheio de cores.... das cores do arco-íris!
Eis a letra...

Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá encima
Tem uma terra, que eu ouvi falar uma vez
Numa canção de ninar
Em algum lugar além do arco-íris
O céu é azul
E o sonhos que você ousa sonhar
Se realizam mesmo.
Um dia eu vou pedir a uma estrela
E acordar onde as nuvens estão distantes atrás de mim...
Onde problemas tem gosto de bala de limão
Acima das chaminés
É onde você irá me encontrar
Em algum lugar
Além do arco-íris
Pássaros azuis voam
Pássaros voam além do arco-íris
Então por que eu não posso?
Se todos aqueles pequenos pássaros azuis voam
Além do arco-íris
Por que, oh, porque... não posso?


bjs e e até a próxima!!!

terça-feira, 9 de março de 2010

PROGRAMA DO DIA 08/02/2010

Oi galera!!! primeiro programa da semana!!!
agora SODA HOUSE de seg a sexta as 22h. na melhor www.radiopowerstrike.com
bjs
PARBÉNS DJ´S PELO SEU DIA!!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

DÍVIDAS COM AS MULHERES...

Não sei a quem devo mais: às mulheres que um dia passaram pela minha vida ou ao Banco do Brasil.
A diferença é que, um dia, talvez eu consiga quitar minha dívida com o banco.
Com as mulheres, vamos morrer em débito.
Com elas aprendemos a amar e a trair. E que às vezes amar é trair. E trair nem sempre é exatamente falta de amar.
Mas, na vida de um bruto, o maior legado das mulheres é ensinar que amar também é deixar ir embora.
Porque mais difícil do que ir embora do presente, é ir embora do seu futuro.
E ninguém sabe fazer isso tão bem quanto elas.
Somem como fumaça e montam uma nova vida como um passe de mágica. Enquanto o seu único abracadabra são noites insones a esperar que ela bata na porta de madrugada.
Demora muito, às vezes uma vida inteira, até você aprender que não se trata somente de deixar ir embora.
Trata-se, principalmente, de deixá-la ir embora e torcer para que ela tenha toda a felicidade que você sempre quis dar e não conseguiu.
Não importa se por incompetência, inércia, conformismo ou pouca fé. Ela iria embora independente das causas.
Até para sonhar e fazer planos a gente aprende com as mulheres. Logo elas, tão sonhadoras, mas ao mesmo tempo com mais pés no chão do que nós.
Abrir mão de um conforto conhecido e comprovado, por uma vida sem planos definidos e rodeada de incertezas, é algo que os homens não costumam fazer. Só elas.
Porque somente elas têm coragem de realmente jogar tudo para o alto por uma trilha sem luz no fim do túnel. Apenas por acreditar. E quando elas descobrem que é um beco sem saída, voltam até o início e continuam a procurar, como se nada tivesse acontecido.
Via de regra, quando somos nós a chegar a um beco sem saída, ficamos sentados esperando chegar alguém para explodir com dinamite aqueles tijolos.
Da parte delas, pode ser imaturidade, pode ser impulsividade. Mas também pode ser sabedoria. Quando você descobrir a resposta, certamente será tarde demais.
Brutos
Devo muito às mulheres que amei, mas talvez deva mais ainda às mulheres que me amaram.
Se hoje ainda sou o bruto que sou, é porque não aprendi o suficiente.
Do pouco que aprendi, sei que poderia ser um bruto ainda maior se não fosse por elas.
Se não fosse por elas, eu estaria batendo com força numa Olivetti até hoje e guardando meus rabiscos para ninguém ver. E nunca teria adquirido hábitos estranhos de escrever pedaços em folhas perdidas no bolso da calça ou em guardanapos de restaurante.
Ao fim de tudo, se não fosse por elas a gente não teria feito metade do que fizemos na vida.
Ainda temos um longo e árduo caminho pela frente, é verdade. Mas se não fosse por elas, não teríamos sequer um caminho para começar.
Difícil mesmo é aprender a não olhar para trás. Uma pena que isso nem sempre a gente consiga aprender, por mais que elas tentem nos ensinar.

Paulo Rebêlo
De Brasília (DF)
É jornalista, cronista e consultor, escreve para o Terra Magazine.

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Prestar homenagens ao dia 8 de março é reconhecer a importanica da mulher no mundo.
São inúmeras as características desse ser incrível e indispensável.

Mulher da luta do dia a dia, que quando busca dignidade para si, busca também a dignidade de todos.

Mulher coração à fraternidade, ao amor, à vida.
Mulher que traz a marca da beleza do ser sensível.

Mulher que representa o equlibrio das forças
Mulher símbolo da docilidade.
Mulher que é ternura e paz.

Mulher do olhar que compreende
Da lágrima que emociona
Da fragilidade que não existe

Hoje é dia de reconhecer as inúmeras qualidades de um ser único e especial.

És grande, por ser Mulher.

No teu seio: a força que nutre.
No teu colo: a proteção necessária.
No teu sorriso: a felicidade completa.

Hoje é dia de reverenciá-la e de reconhecer em ti a dádiva de ser Mulher.

Mulher mãe, mulher filha, mulher esposa, mulher amiga

Mulheres que constroem um mundo melhor.

Parábens pelo seu dia!

Feliz Dia Internacional da Mulher.

BJS E ATÉ A PROXIMA!!!!

domingo, 7 de março de 2010

PROGRAMA DO DIA 05/03/2010

Oi gente... um presente de final de semana enquanto a terça não chega com mais um SODA HOUSE...
pra vcs curtirem mais um programa .... é só clicar e ouvir...
e fica o convite pra toda terça, quarta, quinta e sexta das 22h a meia noite ao vivo na Radio Power Strike acesse www.radiopowerstrike.com
bjs ...fui.

Prazer por prazer!

Cada dia mais me convenço que, cada vez mais, o prazer acima de tudo tem sido uma busca das mais contemporâneas.
Busca-se em tudo o prazer!
Seja nas relações íntimas, não íntimas, sociais e digamos que principalmente as sexuais.
No momento que escrevo este post busco de certa forma prazer.
Prazer em ter meu texto lido por alguém e, por conseguinte talvez eu cause um des-prazer em alguém que pode não gostar do que escrevo ou simplesmente não concorda.
Mas o tema não é de todo um mal.
É apenas uma provocação.
É normal buscar o prazer acima de tudo?
O prazer é algo coletivo? Ou permanece uma busca de satisfação pessoal?
Sexo casual. Só sexo. Sem envolvimento.
Talvez, quem sabe, quando as duas pessoas estão cientes disso, não seja de todo um mal e a busca pelo prazer então não tenha sido vã.
Mas e quando isso não acontece? E quando o prazer está agregado a outros desejos, como os de posse, poder, ganância, etc.
Que prazer é esse? Que benefícios ele traz?
Nosso mundo judaico-cristão só no nome é muito mais neo-liberal do que pensamos.
A teoria do “ter para ser” ultrapassa os cofres e chega até o coração.
Não se pode ter tudo.
Mas o sentimento virou moeda de troca, disponível no comércio.
Compram-se as relações. Vendem-se corações, amores, afetos, etc e também sexo!
Há de sofrermos nessa guerra contra o lucro do prazer? Há de lutarmos? Ou resistimos passivamente?
“NO PAIN, NO GAIN”*
Beijos e até a próxima.


*“Sem sofrimento, Sem resultados”

quinta-feira, 4 de março de 2010

POST DA ILMA

Gente...fico passado com o carinho dos comentários... assim como um dia eu re-postei o coment do Rodrigo (Curitiba) hj vou Postar o comentário que minha amiga Ilma Grisoste Barbosa (poderosa.com) deixou no meu blog ontém...eu amei o carinho... ela é um amor de pessoa e deixou uma crônica do Arnaldo Jabor pra mim, e eu axei digna de ser postada no blog.
Pra vcs então o comentário da Ilma.
Bjs galera e até a próxima.

Ilma disse...
Arnaldo Jabor é um grande sábio. Tem escrito textos espetaculares, sobre a valorização do ter sobre o ser e também sobre o excessivo valor a beleza sobre a essência das pessoas.
O texto abaixo complementa o que Jabor já disse:
Paradoxo do Nosso Tempo - George Carlin

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos..

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de ficar mais tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

Beijos querido
Ilma Grisoste

3 de março de 2010 18:51

Programa SODA HOUSE do dia 03/03/2010

Oi gente... pra quem tá fim de ouvir... nosso programa de ontem
Bjs pra todos e em especial pra galera do Chat Perigo q elegeu a Power Strike como rádio oficial do chat.
Valew galera!!!! vcs são show!!!
bjs
e até...
(

quarta-feira, 3 de março de 2010

PROGRAMA DO DIA 02/03/2010

Outro presentinho pra vcs... programa levado ao ar ontem!
rss.. espero que gostem..
bjs
até mais...

PROGRAMA DO DIA 01 03

Oi genteeinnn....
Aqui vai o Programa Especial SODA HOUSE levado ao ar dia 01/03/10.
Espero que gostem... e pra quem quiser acompanhar ao vivo... de terça a sexta as 22h (hr de brasilia) na www.radiopowerstrike.com a Web Rádio que mais cresce no Brasil!
bjs
e até.

terça-feira, 2 de março de 2010

ANTES IDIOTA DO QUE INFELIZ...

Oi gente... hj eu queria escrever sobre a solidão sabe... pq às vezes a gente está no meio da multidão e mesmo assim sozinhos.
Fico me perguntando: quando encontrarei minha alma gêmea? será que encontrarei?
Aí procurando dados sobre " o mal do século" (solidão) encontrei esse belo texto do Arnaldo Jabor, um dos melhores cronistas da contemporaneidade.
Espero que gostem...
Beijos e até a próxima.

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

segunda-feira, 1 de março de 2010

O que não me mata, me fortalece!

Ficamos pensando que o mal que nos assola hoje é fim.
A dor, o sofrimento, a tristeza, etc.
Não! Não é o fim! E nem pode ser o fim.
Existem dificuldades, momentos difíceis, mas não o fim.
Sempre há uma esperança, sempre há uma saída, ainda que esta saída não seja a melhor ou aquela que imaginamos, mas, é uma saída, e por isso não é o fim!
Ouvi uma vez que “o problema é meu, mas o sorriso é do outro” creio que deva ser assim nossos dias.
Gentileza, há de gerar gentileza, já dizia o poeta de nome homônimo.
Enfim, o homem que matou Deus já, e muito bem, havia dito que aquilo que não nos faz sucumbir pode nos fortalecer. E foi o mesmo Nietzche que disse que só caos pode fazer brotar uma estrela bailarina.
Assim como uma rosa de Drumond brotou do asfalto irrompendo o tédio, o ódio, a náusea e interrompendo o trânsito. É feia, mas é uma flor. Também do caos nascem às estrelas e, de um grão de areia que poderia ser a morte de uma ostra, nasce uma pérola.
Que hoje seja mais um dia de esperança.
Que uma estrela bailarina possa nascer dentro de você!
Um beijo no seu coração.
Até a próxima.

Ah, podem dizer que são coisas comuns, frases feitas ou clichê.
Mas o mundo não vive sem eles! Sorry baby! Há quem goste!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

DIREITOS HUMANOS JÁ!!!!

Caros amigos,
Em apenas duas semanas, quase meio milhão de pessoas assinaram a petição contra a proposta de lei da Uganda que decreta pena de morte para gays e prisão para "cúmplices".

É uma mobilização extraordinária para uma lei aterrorizante -- mas precisamos fazer mais. Os extremistas ampliaram suas táticas -- um pastor chegou a mostrar pornografia gay para despertar a raiva dos seus seguidores. No entanto, poucos sabem os brutais detalhes dessa lei, e nenhuma pesquisa de opinião já perguntou se a população apoiaria estas execuções em massa.

O movimento ugandense contra essa lei, que vem recebendo apoio mundial, não possui fundos para informar a população dos detalhes da lei.

Se nós ajudarmos será possível lançar campanhas de rádio, anúncios de jornal e campanhas de outdoors para mostrar a milhões de ugandenses a verdade e sensibilizá-los para a necessidade de proteger os direitos humanos. Faça uma doação pelos direitos humanos na Uganda:

https://secure.avaaz.org/po/ugandan_voices/?vl

Por mais que a homofobia esteja presente na Uganda, tanto quanto em qualquer outro país, a noção de direitos humanos básicos também está -- e esta lei é, originalmente, uma afronta aos direitos humanos.

A noção de que todos somos iguais, independente da nacionalidade, religião ou orientação sexual está no centro do argumento da oposição a essa lei. Foi isso que motivou a nós e a milhares de pessoas a apoiarmos esta campanha. A petição já foi enviada a governos doadores e será apresentada ao parlamento da Uganda semana que vem. A campanha uniu líderes religiosos, grupos gays e militantes de direitos humanos na Uganda para lutar pela justiça.

Os ugandenses na linha de frente estão fazendo tudo que podem. Nosso apoio -- recursos que nos custam tão pouco -- podem fazer toda a diferença para eles.

https://secure.avaaz.org/po/ugandan_voices/?vl

Vamos tornar a causa deles nossa também,


Leia mais:

Lei que prevê morte para gays em Uganda pode gerar 'efeito dominó' na África:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1486041-5602,00.html

Se você ainda não assinou a petição contra esta lei, clique no link:
http://www.avaaz.org/po/uganda_rights/?fr

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ah...o amor!!!

Oi galera!!!
Mais uma vez o amor toma as telas do nosso blog... hj penso nas juras de amor.
Já parou pra pensar em quantas coisas juramos no calor de um abraço, de um beijo, em uma cama? Depois de um momento de "amor" muitos de nós nos desfazemos em juras de amor. Fidelidade, carinho, etc.
Outros mais céticos nem acreditam que haja um telefonema no dia seguinte... mas é preciso tanta frieza assim?
Eu sou, por extremo, carinhoso e juro mesmo. Juro amor, juro fidelidade, juro encantamento, juro tanta coisa que talvez não venha a conseguir realizar ou, até realize.
Sempre me esforcei para manter minhas juras. Mas, e se o outro lado não jurar na mesma intensidade, não jurar as mesmas coisas, ou simplesmente não jurar nada?
Bem, no meu caso, revogam-se todas as juras anteriores!! rss.. fazer oq né?
Qdo um não quer dois não ficam juntos!
Jurar tb é um exercício de memória mas não de tortura... pra alguém ficar dizendo o tempo todo...vc jurou! vc prometeu! ...ah... faça-me o favor!!! Isso não vale!
As juras de amor devem ser entendidas como expressão de um momento... algo q foi tão intenso que leva a gente a querer ter RETA INTENÇÃO de fazer algo, de mudar hábitos, enfim de querer que aquilo volte a se repetir ou que não se repita mais!
Um conselho eu dou: jure, jure sempre! Cumpra sempre que conseguir! Caso não consiga, jura novamente! Jurar não custa nada e também não paga aluguel.
Agora leia essa jura de amor que eu encontrei na net... é anônima...mas é linda!!! Bjs e até a próxima... fiquem comigo toda as terças, quartas, quintas e sextas com o Soda House... na Radio Power Strike

De todos os amores por mim vividos até hoje, o seu foi o mais intenso.
De todas as almas, a sua foi a mais gêmea.
De toda a vontade de ficar junto, a vontade que me domina é a sua.
De toda ânsia de cometer loucuras, a sua foi a que mais me atentou.
De todas as esperanças em amores depositadas, o seu foi o que teve mais crédito
De toda a saudade, a sua foi a mais forte.
De todos os beijos, o seu foi o mais gostoso.
De todo calor, o seu foi o mais ardente.
De todos os corpos, o seu mais me instigou.
Por isso de todos os amores eternos por mim prometidos...
o seu será o único cumprido a risca.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PROGRAMA SODA HOUSE DIA 25 /02 /2010

Galera...pra vcs... obrigadooooooooo pelo sucesso!!
bjs
amo vcs
Espero que gostem!!!

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?

Bom dia gente linda!
Hoje estou muito sério.
Não sei o que me deixa mais indignado!
A atendente da Casa Lotérica que não registrou o “bolão” ou as “bils” do BBB10 se degladiando mutuamente!!!
Aqui se briga pois um erro humano (ou não) privou dezenas de seus milhões!
Ali se briga por um milhão demonstrando, seus erros (ou não) cabendo ao “público” decidir quem merece e quem não merece.
Embora os métodos sejam diferentes, a briga é sempre a mesma: dinheiro!
Seria bondoso da parte dos apostadores “relevarem” que houve erro humano e continuarem suas vidas como se nada tivesse acontecido. Mas e a justiça?
Seria bondoso tb da parte dos BBB´s que um reconhecesse no outro virtudes e que num gesto nobre assumissem que não são dignos do prêmio e voluntariamente se retirassem da casa. Já pensou nisso?
Minha indignação começa a passar enquanto escrevo. Até porque estas linhas não vão mudar nada...
A briga dos “ganhadores da loteria” vai se extender por muito tempo e o BBB10 também. Mas uma coisa é certa: no reality show alguém vai sair ganhando MUITO DINHEIRO, já no outro caso.... melhor não comentar!
Um grande beijo pra vcs...e até amanha...

Continuem comigo na www.radiopowerstrike.com terças, quartas, quintas e sextas das 22h a meia noite (horário de Brasilia) com meu programa SODA HOUSE

APRENDA ALGO :
A homofobia (homo= igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Homofobia

PROGRAMA DE ESTRÉIA

Pra quem ouviu e tá afim de ouvir novamente, e pra quem não ouviu pode ouvir agora...
meu programa de estréia na rádio POWER STRIKE
bjs
até

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O VALOR DA AMIZADE...

Bom dia genteeeeeee!
Antes de tudo... OBRIGADO PELO CARINHO DA ESTRÉIA DO PROGRAMA DE ONTEM ... FOI SHOW!!!
Olha... que hj tenho todos os motivos do mundo pra ter um bom dia.
Tenho uma mãe maravilhosa que todos os dias me dá o bom dia mais lindo do mundo... mesmo eu sendo esse poço de chatice que, às vezes, eu sei que sou. Além dos outros membros da família que não moram comigo e que tb são motivos de alegria.
Mas hoje, quero falar de pessoas que, sem as quais, eu não conseguiria viver.
pessoas que, mesmo no meu extremo mau humor, riem de mim, e que apesar das minhas crises crônicas de ciúmes sentem-se cada vez mais amadas.
Estas pessoas, carinhosamente chamamos de AMIGOS.
Esses seres especiais tem o dom de acalentar nossos corações, com a palavra certa em meio ao mundo atribulado que diz tanta coisa errada.
Eles tem o olhar que levanta e não recrimina.
Eles tem o abraço mais gostoso do mundo, depois da nossa mãe!
Eles tem o cheiro da manhã, a calma da noite e alegria das tardes na cachoeira!
Eu sou grato a cada um dos meus amigos, e que se eu fosse elencar aqui (os reais e os virtuais) certamente não caberiam e eu ainda cometeria alguma falha.
Os que são meus amigos sabem que são meus amigos. E pra hoje quero deixar um cyber texto atribuído ao poetinha, diminuto apenas no epíteto, que diz assim:
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam
- ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinicius de Moraes

beijos e até a próxima