quarta-feira, 4 de abril de 2012

Passagens


Nessa época do ano, que nos aproximamos da Páscoa, ouvimos muito dizer sobre a palavra passagem, e todos os sentidos evocados por esse verbete.

O movimento de deslocar-se de um lugar para o outro, seja no plano físico ou astral é muito importante.

Porém, mais importante ainda é a nossa postura, o nosso olhar, a nossa (pre)disposição para viver in(tensamente) nesse novo lugar.

Quando adolescentes, na passagem para a vida adulta. A passagem é algo natural.

Mas nem tudo acontece com a mesma naturalidade nas passagens mais fortes como: um casamento, um divórcio, um negócio, um ócio, uma situação de vida, uma situação de morte.

Seria correto pensar num fatalismo?
Ou somos nossas escolhas?

Por ventura, somos nós quem escolhemos, até certo ponto. E, por outras vezes, nos permitimos tais “passagens”?

Se sim, cabe sempre nos perguntarmos, por oportuno diante do infortuno: oque nos espera após a passagem?

Passagem nos remete a ideia de viagem, pois bem: que bagagens levar? Eu preciso mesmo levar alguma coisa?

Muitas dessas perguntas nos passam desapercebidas.
Muitas dessas perguntas tiram nossa paz.
Muitas dessas perguntas, por vezes, são desnecessárias.

De muitas passagens na minha vida e com muitas vindouras, creio que:

Pensar demais na bagagem ou no fim da viagem faz a gente perder o verdadeiro encanto da verdadeira passagem.

Como aquela voz simpática do avião sempre diz: aproveite para relaxar e apreciar a viagem!

Feliz Páscoa, Feliz passagem para você!
Feliz viagens!

Beijo no coração e até a próxima.
Edson Flávio