domingo, 11 de dezembro de 2011

Meus ídolos envelheceram...



O tempo é algo incrível. 
Existem muitas frases feitas que vão dar conta de exemplificar isso muito bem.
 Mas nenhuma delas vai nos dar a sensação de estar sentindo o tempo passar.
O tempo que passa no relógio físico pendurado na parede.
O tempo de nossas lembranças de infância que perduram dentro de nós.
O tempo de quando minha mãe guardava os sabonetes que eu dava dentro das gavetas.
Podia ser qualquer sabonete, minha mãe os guardava como uma jóia.

Dias desses organizando meu baú de bagunças (todo mundo se não teve, tem um baú de bagunças) encontrei um sabonete todo enfeitado. Peguei-o e, como uma viagem, voltei ao lugar de minhas memórias do dia em que entreguei o presente a minha mãe, que abraçou-me e num beijo doce agradeceu. Depois cheirou demoradamente aquele sabonete cheio de enfeites, que tinha cravada a frase: Mãe, eu te amo!

De volta à realidade com olhos marejados, senti que o tempo havia passado e eu não tinha percebido. Comecei a lembrar dos meus amigos de vinte anos atrás.

Quantos eu ainda vejo? Quantos eu nunca mais vi? Muita história e pouco tempo para pensar nelas. (Um momento de pausa) A gente nem tinha tanta responsabilidade, mas vivíamos como se tivéssemos. Nos grupos, nos clubes, nas escola, na vida...
A vida passou, o tempo passou e a gente vai crescendo “quase sem querer”.
E por isso transcrevo o trecho dessa música, onde o saudoso Renato Russo diz:

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

E foi assim sem precisar provar nada para ninguém que eu, recentemente conquistei um sonho. A sensação de completude e satisfação é algo maravilhoso.
 Certamente o que conduziu-me até aqui é resultado desse processo de amor e amizade, curso natural da vida. Uma vida cheia de alegria, mas também cheia de luta. O gosto da vitória o tempo não apaga.

Mas e agora? Depois de olhar para trás e perceber isso: que passos seguir?

Primeiro: continuar tirando os sabonetes das gavetas.
Segundo: viver a vida intensamente, cada segundo, ao lado das pessoas que eu amo e que me amam.

Hoje eu tive a noção de que o tempo passou, meus ídolos já não fazem mais papéis de adolescentes, meus cabelos já estão ficando brancos...
Acho que eu estou amadurecendo... vivendo.

E você?
Eu lhe dou um conselho: aproveite sua vida.
Onde estão seus sabonetes?  
Viva sua vida! Agora!

Um beijo e até a próxima.
Edson Flávio

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

(con)viver com paz+ciência


Oi gente... antes de qualquer coisa, perdão pela demora!!!

Prometo que não fico mais tanto tempo sem escrever... mas aconteceu tanta coisa nesses dias que foi impossível escrever!!!!
Deixando as desculpas de lado estou chegando com um texto não tão novo, pq ele já foi publicado por aki, mas eu dei uma reformulada para vocês, espero que gostem!!!
Olha que já tentei falar de outra coisa que não seja relacionamentos, mas tá ficando difícil...


E relacionamento é sempre algo que deixa a gente louco. (louco de amor ou louco de ódio...)
Tô mentindo?
Já dissemos eu te amo! Que maravilha, quantas pessoas tem a oportunidade de saberem-se amadas e terem alguém do seu lado que possa dizer isso e, é lógico, dizer a todos a mesma coisa.
Mas não basta só dizer eu te amo!!! (eu disse que tá ficando difícil)
A gente (além de querer a pessoa pronta!) quer a pessoa igualzinho a gente!
Se a gente diz eu te amo quando desliga o telefone, a pessoa tem que dizer também?
Se manda mensagem no celular 10 vezes por dia, a pessoa tem que responder as 10 vezes?
Do contrário é melhor nem escrever respondendo a décima porque a 11ª mensagem será uma bomba nuclear! Cuidado!!!
E os e-mails? Não respondeu? Mas como? Não teve tempo? O que custa parar 1 minutinho na frente do computador e enviar uma linha que seja? É definitivamente cruel.

Somos cruéis sim! E nem adianta balançar a cabeça de um lado pro outro quando lê o texto, porque a gente sempre espera que a pessoa (re)aja da mesma forma que (re)agimos.

Infelizmente nós esquecemos que não somos iguais. E ainda bem que não somos!
Somos seres ímpares e por diversos motivos tivemos experiências diferentes até chegarmos onde chegamos.
E se,mesmo depois de chegarmos onde estamos e, por uma dádiva, ou outra coisa que se possa atribuir o mérito, em determinada altura da vida encontramos uma pessoa que nos ama ao ponto de dizer EU TE AMO todos os dias, ainda agimos "exigindo" que a pessoa seja como nós: é melhor (re)pensarmos sobre nossas atitudes.
E isso vale pra ambas as partes, sem culpar nenhuma.
O sentimento de culpa não combina com o amor. 

O amor é ausência de culpa. Quem vive no amor não vive na culpa, pq o amor é sempre perdão! É sempre volta! É sempre vida! 

Antes, durante e depois de todas nossas atitudes com a pessoa amada, mas nesse caso específico de querer que “a outra pessoa” aja como nós agimos, a máxima para atingirmos, juntos, um equilíbrio no relacionamento é a paciência.

Paz+ciência – a união de duas coisas: PAZ (porque ninguém consegue fazer nada perturbado) e CIÊNCIA (porque ninguém consegue fazer nada sem pensar)
É somente pela paciência que a gente consegue entender o outro, esperar o outro, conviver com o outro.

Não que isso substitua o amor, pelo contrário, só consegue obter essa paciência necessária quem já vive o sentimento do amor verdadeiro, forte, intenso, gentil, sério, maduro.
Entender os motivos que levam o outro a agir “assim” ou “assado” faz parte do crescimento necessário dentro de uma relação.
Até porque viver na fase de “Alice no país das maravilhas” não dura a vida toda. Sempre chega a hora do “e o vento levou” ou então da “missão impossível” e por aí vai.

O que estou querendo dizer é que: estes momentos que nos cercam numa relação, de certa forma, são momentos-chave para entendermos o outro e a nós mesmos.
Refletir sobre nossas práticas e sobre as práticas do outro faz bem. Mas isso deve ser algo sereno, tranquilo.
Deve ser algo cheio de paz e ciência.
Estar com alguém e (com)viver com essa pessoa é uma tarefa árdua, pela diferença das duas pessoas, mas é uma tarefa feliz.

Amar é um desafio sim, porém mais que um desafio é uma aventura.
Uma incrível aventura.
Boa aventura pra todos nós!

Beijos e até a próxima!

Edson Flávio

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gentileza, gera gentileza!

Olá queridos leitores, vejam só, hoje não estarei a falar de amor, mas tentarei ser o mais amável possível.

Há muito tempo venho querendo expor aqui meu pensamento sobre tanta intolerância ou tolerância demais diante de alguns fatos cotidianos, diríamos até banais, mas que, pouco a pouco, vão sugando nossa “santa paciência” e por que não nossa “tolerância” diante deles. 

Estava eu, outro dia, parado no semáforo esperando que o mesmo sinalizasse verde para que eu continuasse o meu trajeto. Até aí nada demais, senão fosse o irritante motorista atrás de mim buzinando e sinalizando para que eu prosseguisse mesmo como o sinal vermelho pelo simples fato de não ter nenhum carro vindo em direção ao cruzamento. Eu pensei: isso é certo? Eu não via problema algum em esperar o sinal abrir, fora o sol escaldante, naquele momento eu me pus a pensar de como somos impacientes diante de coisas banais. 

Havia inclusive espaço para o motorista passar por mim e sair do imbróglio, mas ele insistia em buzinar. Quando de repente, encosta uma moto ao meu lado onde um casal, ele na frente, ela de carona, olham pra mim como se eu fosse um E.T. e levantando as viseiras dos capacetes gritam em dueto : IDIOTA! E seguem acelerando a moto furando o sinal vermelho, tomando rumo desconhecido. 

Confesso que tive vontade de fazer duas coisas: a primeira encostar a moto e chorar, a segunda correr atrás deles e perguntar qual o mal eu fiz para cada um. Mas o motorista irritante que buzinava sem parar as minhas costas parece que achou graça de tudo aquilo e começou a gritrar: uhuuu, tomou, uhuu, tomou! 

Fora a cena de ultraje nem tive a idéia de anotar o número das placas e senti-me ali um cidadão humilhado publicamente por estar seguindo uma norma de trânsito. 

Continuando meu caminho, já triste pelo fato, fui até um grande supermercado, e na hora do almoço parece que as filas sempre são maiores em todos os poucos caixas disponíveis nesse período. Estou eu na fila que limita a quantia de produtos a serem pagos. 

Essa parece ser a maior de todas, mas estou lá, tentando esfriar a cabeça do ocorrido no semáforo quando percebo que a mulher que está há 3 pessoas atrás de mim, puxa assunto com aquela que está duas a minha frente e essa conversa se alonga e chega a vez da amiga dela passar as compras, quando vejo a colega de trás já esta passando as compras dela também e olha para todos da fila como se dissesse: olha aqui seus otários, eu passei na frente de vocês! 

Não preciso dizer que tive vontade de fazer duas coisas: a primeira largar as compras e ir pra casa indignado, ou ir até o caixa e fazer a bonitinha da mulher voltar pro lugarzinho dela e fazer a fila inteira revoltar-se com a sabidinha. Mas não, não fiz nada disso. Calei-me e aguardei a minha vez de ser atendido.

Voltei para casa pensativo e deverasmente decidido a não ter bons modos. A não respeitar o sinal, a não respeitar as filas, a não respeitar pedestres, cadeirantes, idosos, a fazer igual tanta gente que só faz o mal pra gente e ainda sai de santo na história. 

É incrível como o bom nunca é reconhecido, ser honesto é sempre mais caro, ser do bem dá sempre mais trabalho e trabalhar é sempre mais difícil. 

Chorei de indignação. 

Mas, depois de um bom banho e pensar melhor reconheci que eu não preciso responder na mesma moeda pra mostrar que os outros estão errados. Não preciso estar na defensiva sempre. 

Cada um é o que é, e a vida vai mostrar-lhes o caminho. 

Todos os dias quando eu acordo eu faço uma escolha na minha vida: fazer o bem ou fazer o mal. Ser educado ou deselegante, ser gentil ou ser grosseiro. 

Esta escolha já está no interior de cada um. Existem coisas que nascem com a gente. 

Tais pessoas que me fizeram passar tanto estresse na rua e no supermercado, elas sim precisam de tratamento, de educação, de gentileza, de carinho, de atenção, de amor! 

Eu sou feliz. Essas pessoas, parecem que não! 

Gentileza, gera gentileza! 

Beijão para todos vocês e muita, mas muita paciência e tolerância! 

Com carinho Edson Flávio

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dom de ser solteiro

Mais um dia dos solteiros chegou!!!
E este ano estou mais que bem acompanhado! Estou feliz , muito feliz!
Na vida é assim, sorte de uns, e de outros, nem tanto. Trocadilhos a parte, ser solteiro não tem nada a ver com sorte.
Com o tempo a gente aprende e tenta ensinar que é tudo uma questão de tempo, paciência e espera.
Há um ano atrás eu escrevi um texto sobre o “dom de ser solteiro” e ainda continuo concordando com muita coisa que eu disse na época.
Estar solteiro faz parte, para alguns, de um projeto de vida. Opta-se por estar solteiro e “viver” a liberdade de decisões, de gostos, enfim, de vida. O que não implica em “estar” sozinho ou viver solitariamente.
Viver solteiro não é sinônimo de viver isolado ou sozinho.
Figura-se aqui o solteiro que não está “namorando” ou “casado”. Aceita-se para o “hall” dos solteiros aqueles que não possuem compromisso com alguém. (sobre compromisso, já falamos bastante nos textos anteriores, dispensando maiores considerações).
Lembro-me aqui de algumas frases, muito comuns e até certo ponto aceitáveis, para justificar o “estado” de solteirice que alguns escolhem:
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO ou SOLTEIRO SIM, SOZINHO NUNCA!
As duas frases expressam um desejo claro de viver a própria liberdade. De viver o “dom” de ser solteiro.
É certo que relacionamentos são cada vez mais complicados hoje em dia. E isto também afeta na escolha desse estado de vida, pois estar com alguém só para não estar no time dos solteiros não compensa. É enganar a si mesmo e principalmente, a outra pessoa. E isso não se faz!
Há, ainda, os que não concordam e acreditam que ser solteiro é azar, ou “problema”. Rss.. e por isso tentam de tudo, a todo custo, mudar essa situação.
Sendo dom ou não, importa que ser solteiro não seja correlato de infeliz.
Eu acredito que é um momento prazeroso de se descobrir.
Descobrir o valor de si mesmo, dos amigos, da família.
Pois só alguém que: é capaz de organizar a própria vida, de ser feliz consigo mesmo, de estar de bem com o mundo pode despertar o interesse de outra pessoa sobre si.
O estado de solteirice, sendo opção ou apenas uma fase, deve ser vivido com equilíbrio, serenidade e felicidade.
Então: aproveite a solteirice, aproveite sua vida!
Seja feliz e feliz dia do solteiro!
Beijos e até a próxima.

Com carinho de sempre

Edson Flávio

terça-feira, 24 de maio de 2011

A gente não quer só um grande amor...

Meus queridos leitores, depois de muito tempo sem aparecer, estou voltando, aos poucos, pois tenho outros projetos que também precisam de atenção, mas nunca esqueci de vocês!
Espero que gostem desse novo texto:

A gente não quer só um grande amor...


Chega um momento na vida que a gente não se contenta com pouco.
Seja no trabalho, seja no amor, pouco é palavra, que pelo sentido que traz, não satisfaz.
A gente quer mais.

No trabalho a gente nunca tá feliz com o cargo que tem, ou com o salário.
Ou tá feliz com o salário e com o cargo mas a equipe não é a ideal. E por ai vai.
Nisso as relações vão se pautando num jogo de quem pode cresce, quem não pode desce ,ou no máximo, fica estagnado.

E no amor? Como é esse querer mais? Como funciona esse nível de insatisfação?
Eu já falei muito destas exigências, mas pensando bem, elas não são negativas, olhando com olhos de lupa, podem até ser positivas e apresentarem-se como indicadores de qualidade da vida que queremos pra gente.
Quando se encontra um grande amor,( mas também que não precisa ser tão grande assim, pode ser um amor simples, mas que seja verdadeiro e sincero), já dá pra iniciar um compromisso mais ou menos sólido.
Bem, tudo pronto! Relações maduras, sinceras, verdadeiras. E agora? É só isso?
O que implica em ter um grande amor?
É só ter um grande namorado?
Não. A gente não quer só um grande namorado.

A gente quer um grande amigo que nos apóie, nos aceite, nos respeite.
Que, mais que a atração física, ele se atraia pelos nossos defeitos, nossos risos bobos.
Nosso frio nos pés de madrugada.
Alguém que se importe com sua dor de dente e se você vai chegar atrasado no trabalho.
Alguém que no dia de chuva, mesmo sem carro pra te buscar, te liga pra ver se você já tem carona pra voltar pra casa.
Sabe aquela pessoa que acorda do seu lado e te dá bom dia com a cara mais inchada do mundo e mesmo assim consegue ser a pessoa mais linda da face da terra?
É dessa pessoa que a gente precisa, também!

Um bom amante? Sim.
Fogoso, ardente, cheio de paixão.
Mas eu também quero um romântico, carinhoso.
Não precisa chorar comigo vendo meus filmes no cinema, mas sua mão na minha mão ou seu abraço na hora que as lágrimas brotam já o tornam a melhor pessoa do mundo.
A gente precisa de alguém assim. Até as pessoas mais duronas precisam.
A gente precisa de alguém pra ir com a gente no supermercado, pra comentar o preço das verduras, das frutas, pra ajudar escolher o melhor detergente, o melhor sabão em pó.
Parece até um sonho de pobreza, mas quem disse que ser rico é sinônimo de felicidade?
Talvez falte isso pra muita gente. Ou talvez isso também nem faça falta.
Importa ser feliz com ou sem uma ida ao supermercado! Eu adoro!
A gente precisa de alguém assim.

A gente quer um companheiro do nosso lado, que nos ajude a entender certos dramas familiares ou se esses dramas não existem, viver sempre em harmonia.
Fundamental é ser família.
Alguém que me separa das pessoas que eu amo, não serve pra me amar.
Alguém que me ensina a amar as pessoas, faz com que eu ame essa pessoa cada vez mais.
A gente precisa desse amor.

Por isso que eu disse, que a gente não quer só um grande amor, a gente quer um amor grande, que caiba no peito, na sala, no carro, no quarteirão...
Um amor escancarado, sincero e que não precise ficar no escuro pra existir.
O amor é fotossíntese : precisa de luz!
Uma luz que ilumina e faz a gente enxergar que ter um amor é bom demais.
Um grande amor pra todos!

Beijão para vocês.
Até a próxima.
Com carinho

Edson Flávio

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Por um pouco de paz...

Um dia desses recebi um email de um amigo evangélico que num estado de indignação pedia que repassássemos uma corrente (span) como atitude de repulsa pelos atos governamentais que poderiam cercear o direito de culto e atividades das instituições religiosas.
Até aí um fato, tudo bem, tem o meu apoio, pois realmente espanta essas leis, que os homens (das leis), com tanta coisa pra se preocupar, preocupam-se com os que menos mal causam ao Brasil.

Mas eu discordei de uma coisa.

Ando um tanto quanto reflexivo, talvez efeito do mestrado... ou, seja mesmo a indignação diante de tanta barbárie diária, que tomamos como se fosse vacina, tentando nos curar com o próprio veneno, só que em doses homeopáticas.


De todas as propostas de leis descritas, uma desalojou o rabujento aqui...rss... Eles repudiaram a idéia de se ter o dia do orgulho gay.


QUAL O PROBLEMA DE Querer que o dia do 'Orgulho Gay' seja oficializado em todas as cidades brasileiras?

Sei de todos os dogmas,versículos bíblicos, que é isso, que é aquilo, mas as leis que o email defendia, são diretamente ligadas ao DIREITO DE CULTO (a lei se aplica a todas as igrejas e não somente aos evangélicos, atenção para isso, afim de que não se faça uma má interpretação da lei )

Entendo, e tenho muito claro também que, negar O DIREITO AO CULTO DOS EVANGÉLICOS é NEGAR O DIREITO EXPRESSAR SUA FÉ, SUA CRENÇA, correto?

Pois bem, então porque negar a minoria gay de ter um dia onde possam livremente EXPRESSAR NO ACREDITAM, NO QUE PENSAM?

E daí se incomodam?
Será que todos os vizinhos dos grandes templos evangélicos ou carismáticos gostam da gritaria? Do barulho? Do “movimento”? não viemos para agradar o mundo todo.
Nem o Filho de Deus agradou.


Indiferente da religião ou do discurso salvador do qual mundo judaico-cristão, neoliberal apresenta. Pergunto:

Não somos livres?
É proibido privar uma minoria de ter um dia só dela?
não existe um dia dedicado aos negros?
não existe um dia dedicado a luta campesina?
Não existe um dia da árvore? (nem sei pq dei esse exemplo...rss)
não existe um dia dedicado pra tanta coisa que a gente nem sabe que dia é esse?

Então, Com todo o carinho que tenho pelos meus irmãos evangélicos:
Lutem pelo dia do orgulho evangélico se esse for o caso, da luta evangélica sei lá, de algo que seja evangélico.
Mas negar a luta da minoria gay que tem seu modo próprio de se expressar é cercear muito a liberdade do outro.

Defender o direito ao culto de vcs como de qualquer religião, eu tb defendo.

Acho digna toda luta, desde que seja pela paz e pela liberdade dos seres, pois a Declaração Universal dos Direitos Humano é clara: nascemos livres e dignos de direitos.

Ela apenas impõe uma condição básica. Que para assegurar essa liberdade e esses direitos: nós, seres humanos, "Dotados de razão e de consciência" devemos "agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”

Respeitar a diversidade é um princípio da fraternidade e da paz!

Beijos e até a próxima.

* texto postado novamente pois recebi o mesmo email e fiquei ainda mais indignado!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Estranho amor...

...
Oi Galera do Blog... desculpas mais uma vez por ficar mó tempão sem escrever, mas a vida anda corrida e agitada! E este texto, ufa, foi um texto que eu demorei muito pra escrever.
bjos... espero que gostem! Em tempo... FELIZ 2011 !!!
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Estranho amor.

...apenas te peço que respeite o meu louco querer.
Não importa com quem você se deite,
que você se deleite com quem for.
Apenas te peço que aceite, o meu estranho amor...

Como é bom ouvir Caetano e Gal cantando essa pérola da MpB e daí, com alguns goles de Mangaroska*, parar e pensar em tanto amor que já tivemos nesse vida. Dos meus, digo de boca cheia que foram amor sim! Pois eu acredito no amor das mais variadas formas. E “ai” de quem questionar. Os amores foram meus e pronto.
Vivi cada um deles da melhor maneira possível. Não sei se um dia vai dar certo, a torcida é sempre positiva e de tanto “tentar” a gente acaba formulando tratados sobre como amar, como cuidar, como dar certo, como isso, como aquilo, enfim... a gente sempre pensa que “agora é pra valer!”, “agora vai dar certo!” e por ai vai. Afinal de contas, a gente acaba projetando um futuro junto ao lado da pessoa. E um futuro a dois é claro!
No fundo, sempre o que temos é uma grande esperança de sermos felizes. Quero dizer: mais felizes. Porque temos que ser felizes antes do relacionamento também, para só assim dar continuidade e completude a esse sentimento. Do contrário, estamos colocando no colo do outro a bomba que pediram pra gente desarmar. E o que é pior: Às vezes saímos correndo e deixamos que o outro se f...
Existem inúmeros pontos positivos num relacionamento, e que não colaboram para o fim da relação. O que acaba com nossos sonhos, são os vários problemas, muitas vezes criados por nós mesmos. São estes problemas que ajudam a furar o barquinho onde a gente navega pelo mar da emoção e muitas vezes da ilusão.
Ao longo desses anos, que não foram muitos, e tendo várias paixões platônicas e alguns amores verdadeiros, eu não criei uma receita para um relacionamento, até porque se criasse talvez teria começado este texto de outra forma.
Mas apenas enumero aqui alguns “erros” básicos que cometi ao longo desses anos e que chamarei de problemas.
Repare: nem sempre estes problemas aparecem juntos, às vezes basta um deles para que o relacionamento naufrague. Outras vezes eles aparecem todos numa só estação. Ai meu caro, minha cara, é tomar banho de sal grosso, fazer novena, trezena, promessa, se benzer e tirar esse encosto...rs... brincadeiras a parte: o lance é sério e é nosso coração, ou melhor, são nossos mais puros sentimentos que estão em jogo. E nesse campo, qualquer machucadura dói pra caramba. Ah se dói! E como dói!
Então vamos lá:
Problema número 1 – Damos demais e recebemos de menos. Pense bem antes de iniciar uma relação. Já nos primeiros encontros, nos primeiros amassos dá pra “sacar” se a pessoa vale ou não a pena. Ou se é de dar pena! Seja egoísta: a gente merece alguém que esteja à altura daquilo que a gente pode dar e daquilo que merecemos receber. Se isso não acontecer vamos nos frustar nas expectativas. E aí já viu né? Isso machuca muito.
Problema número 2 - O amor não da garantias. A gente se interessa por pessoas que não querem caminhar, não querem evoluir, querem sempre a mesma vidinha, sem perspectiva, sem “aventura”. Sonhar alto não é sinônimo de loucura. Um pouco de ambição faz bem. Querer uma casa melhor. Um carro melhor. Um emprego melhor. Estudar. Querer conhecer lugares novos, etc. Acreditar que o amor e o tempo vão mudar a pessoa. Esquece! Isso é coisa de filme! E olha que nem os filmes ultimamente andam apostando muito nessa mudança.
Problema número 3 – Perdoar sempre. Parece que há pessoas que gostam de maltratar a gente. Bate e a gente perdoa. Ofende e a gente perdoa. Com isso colocamos a pessoa num circulo vicioso que ela já sabe que pode nos ofender o quanto for que a gente vai perdoar. Esse lance de perdoar toda vez que a gente leva um coice do outro é pra sadomasoquista. Eu hein! Tô fora. Perdoar é um dom. Mas gostar de apanhar e de sofrer é doença.
Problema número 4 – A pessoa mudou do dia pra noite. Ponto crítico se isso foi pra pior. Mudanças, geralmente são graduais e todos temos um lado ruim, mas ninguém muda do nada sem um motivo. As mudanças acontecem, geralmente de dentro pra fora, é algo muito particular. Muda-se o visual, o tipo de roupa, de cabelo, maquiagem, mas isso não nos machuca. São as mudanças interiores que nos ferem. Se isso acontecer: estado de alerta para a relação. É sinal que algo não está bem e que precisa ser (re)visto, antes que seja tarde demais. Aguentar tudo em silêncio é coisa pra monge tibetano.
Problema número 5 – Demanda excessiva de atenção. Pode ser que a pessoa sinta-se sufocado sabia? As vezes não percebemos. Mas dê um tempo. Vá ler poesia, revista de fofoca, visitar a prima chata, etc. Deixe a pessoa sentir sua falta. Se não tem falta, não tem desejo. Saudade faz bem para uma relação. Uma ótima dica: esqueça o celular em casa! (propositalmente!). Esteja disponível quando você puder.
Problema número 6 – Efeitos mortíferos da paixão. A gente sempre sabe quando está no perigo eminente de apaixonar-se. A maioria destes problemas estão dentro desse pacote perigoso. Viva cada momento da sua paixão com a máxima lucidez. Nada de sonhar alto demais ou de prometer o impossível. Cuidado! Paixão mal criada hoje é certeza de amor problemático no futuro. É de pequeno que se torce o pepino e, pau que “cresce” torto nunca se endireita!!!
Problema número 7 – Humilhar-se demais. Êpa, êpa, êpa!!! Pare de bancar a Madre Teresa de Calcutá hein... não é legal estar ao pé do outro. Porque a gente acaba se malcuidando e se humilhando sem necessidade. Tente ser dono(a) de si. Pare de se oferecer ao outro. Respeite-se como pessoa. Um pouco de dignidade não faz mal pra senhor ninguém!
Problema número 8 – Sou carente, e agora? Calma. Ser carente não é ser doente. Reconhecer que sentimos necessidade de estar com alguém porque esse contato supre em nós algo que nem sabemos explicar direito, é metade do caminho para entender esse sentimento e não se entregar de bandeja para alguém que a gente nem sabe se ama mesmo. Uma dica: fazer análise faz bem!!! (adooooroooo! É sempre bom investir na gente subjetivamente!) É bom se cuidar para não se sabotar. Nossas carências deixam-nos vulneráveis.
Problema número 9 – Exigência demais. A gente quer ser amado a todo custo. Na nossa hora, do nosso jeito. Como a gente acha que deve ser e pronto! Isso é ruim, pois acabamos não dando liberdade para o outro. A gente quer ensinar a outra pessoa a amar, mas ela tem a forma dela, o tempo dela, o jeito dela, as palavras dela. Forçar essa barra é acabar com o mistério da relação. Pegue leve!!!
Problema número 10 – Não existe fórmula para amar e ser amado. É não existe uma fórmula nem uma simpatia, nem um livro, nem regras. Ao mesmo tempo que vale tudo, a gente acaba vendo que o vale tudo não vale nada quando não há reciprocidade, cumplicidade, sinceridade e amizade.
Escrevi até aqui, mas não foi pra prender sua atenção não. Se isso aconteceu é sinal que você ainda acredita nesse sentimento. Como eu também acredito, e acredito que em cada relacionamento eu tenho que sofrer menos e amar mais. Viver mais e preocupar-se menos. Pois numa relação só amor não basta.
Acho que, sempre, amamos de verdade e, sempre, nos doamos. E estamos dispostos a enfrentar tudo, bravamente, em prol desse amor. O problema maior, muitas vezes, está em quem não quer se entregar. Não quer ser amado. Não quer amar.
Eu sou a minha felicidade! As demais me complementam e por isso eu sei do meu amor, sei do amor que eu sinto, do amor que eu vivo, do amor que eu dou.
E no final das contas é esse amor que importa, por que é ele que nos faz bem, que nos faz melhor, que prova que somos seres que conseguimos amar de verdade outra pessoa, e é isso que perdura, mesmo quando a relação acaba.

Beijos e até a próxima.

Edson Flávio


*caipirinha de manga com vodka e muito gelo picado

(Este texto foi especial para meu amigo e fã do blog WALLACE ! bjo querido. Feliz Aniversário!!)