sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gentileza, gera gentileza!

Olá queridos leitores, vejam só, hoje não estarei a falar de amor, mas tentarei ser o mais amável possível.

Há muito tempo venho querendo expor aqui meu pensamento sobre tanta intolerância ou tolerância demais diante de alguns fatos cotidianos, diríamos até banais, mas que, pouco a pouco, vão sugando nossa “santa paciência” e por que não nossa “tolerância” diante deles. 

Estava eu, outro dia, parado no semáforo esperando que o mesmo sinalizasse verde para que eu continuasse o meu trajeto. Até aí nada demais, senão fosse o irritante motorista atrás de mim buzinando e sinalizando para que eu prosseguisse mesmo como o sinal vermelho pelo simples fato de não ter nenhum carro vindo em direção ao cruzamento. Eu pensei: isso é certo? Eu não via problema algum em esperar o sinal abrir, fora o sol escaldante, naquele momento eu me pus a pensar de como somos impacientes diante de coisas banais. 

Havia inclusive espaço para o motorista passar por mim e sair do imbróglio, mas ele insistia em buzinar. Quando de repente, encosta uma moto ao meu lado onde um casal, ele na frente, ela de carona, olham pra mim como se eu fosse um E.T. e levantando as viseiras dos capacetes gritam em dueto : IDIOTA! E seguem acelerando a moto furando o sinal vermelho, tomando rumo desconhecido. 

Confesso que tive vontade de fazer duas coisas: a primeira encostar a moto e chorar, a segunda correr atrás deles e perguntar qual o mal eu fiz para cada um. Mas o motorista irritante que buzinava sem parar as minhas costas parece que achou graça de tudo aquilo e começou a gritrar: uhuuu, tomou, uhuu, tomou! 

Fora a cena de ultraje nem tive a idéia de anotar o número das placas e senti-me ali um cidadão humilhado publicamente por estar seguindo uma norma de trânsito. 

Continuando meu caminho, já triste pelo fato, fui até um grande supermercado, e na hora do almoço parece que as filas sempre são maiores em todos os poucos caixas disponíveis nesse período. Estou eu na fila que limita a quantia de produtos a serem pagos. 

Essa parece ser a maior de todas, mas estou lá, tentando esfriar a cabeça do ocorrido no semáforo quando percebo que a mulher que está há 3 pessoas atrás de mim, puxa assunto com aquela que está duas a minha frente e essa conversa se alonga e chega a vez da amiga dela passar as compras, quando vejo a colega de trás já esta passando as compras dela também e olha para todos da fila como se dissesse: olha aqui seus otários, eu passei na frente de vocês! 

Não preciso dizer que tive vontade de fazer duas coisas: a primeira largar as compras e ir pra casa indignado, ou ir até o caixa e fazer a bonitinha da mulher voltar pro lugarzinho dela e fazer a fila inteira revoltar-se com a sabidinha. Mas não, não fiz nada disso. Calei-me e aguardei a minha vez de ser atendido.

Voltei para casa pensativo e deverasmente decidido a não ter bons modos. A não respeitar o sinal, a não respeitar as filas, a não respeitar pedestres, cadeirantes, idosos, a fazer igual tanta gente que só faz o mal pra gente e ainda sai de santo na história. 

É incrível como o bom nunca é reconhecido, ser honesto é sempre mais caro, ser do bem dá sempre mais trabalho e trabalhar é sempre mais difícil. 

Chorei de indignação. 

Mas, depois de um bom banho e pensar melhor reconheci que eu não preciso responder na mesma moeda pra mostrar que os outros estão errados. Não preciso estar na defensiva sempre. 

Cada um é o que é, e a vida vai mostrar-lhes o caminho. 

Todos os dias quando eu acordo eu faço uma escolha na minha vida: fazer o bem ou fazer o mal. Ser educado ou deselegante, ser gentil ou ser grosseiro. 

Esta escolha já está no interior de cada um. Existem coisas que nascem com a gente. 

Tais pessoas que me fizeram passar tanto estresse na rua e no supermercado, elas sim precisam de tratamento, de educação, de gentileza, de carinho, de atenção, de amor! 

Eu sou feliz. Essas pessoas, parecem que não! 

Gentileza, gera gentileza! 

Beijão para todos vocês e muita, mas muita paciência e tolerância! 

Com carinho Edson Flávio

11 comentários:

  1. Parabéns Edson ! Lindas palavras, mas eu sinceramente não ficaria passivamente vendo essas duas situações, com certeza, com toda educação que fosse possível, eu responderia aos dois casos, principalmente a da mulher do supermercado, fazendo ela se atendar a falta de educação que estava cometendo. Temos que respeitar as pessoas, mas tambem temos que exigir respeito delas.

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  2. Sei beeeeem desta situação...quer mais um exemplo dessa irritação toda? Sabe aquela rotatória indo para o iate onde existem várias placas de "ê a preferencia"?? Pois é...a maioria da pessoas não sabem o significado delas e quando você pára para dar a preferência o "ser" de tras te xinga por você ser uma "otaria" e parar...rs mas sem comentarios, não vou deixar de seguir as regras que acho certa para satisfazer a ignorância alheia...Temos que ter paciencia ne amigo??? rsrs


    bjim

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  3. Ahhh Edson, tb não sei se faria o mesmo como você, principalmente no supermercado...mas pensando bem sabe, vc é que está certo, são pessoas infelizes, pequenas...mas que é muito triste ver a maioria das pessoas querendo se dar bem, as custas da gente é muito triste. Acredito que infelizmente isso não vai mudar nunca, pq aqui nesse país, me parece que o mundo é dos mais espertos...O que é tudo muito triste...Bjs!

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  4. hoje em dia, com nossas vida agitada e o corre corre, as pessoas de um modo geral, nao procuram a respeitar seus limites e os limites das outras pessoas também!as vezes procuramos ser igual ha elas ou descontar da mesma maneira! mais acredito que devemos ser como a gente é! e ser o mais educado e gentil possivél! parabéns Edson e muito sucesso...bjs... te amo

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  5. Oi amado!
    O texto é tão lindo quanto você.
    Vou fazer um trocadilho com o título, dizendo: sentimento gera sentimento e sentimentos bons e verdadeiros, só podem resultar em seres humanos como você. Esqueça os "fora da lei". Sei que vc é muito mais feliz sendo e agindo certo.
    Beijos no seu coração!!!!!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Fofo lindo,

    Acho que ter "paciência" nessas situações é realmente um trabalho árduo de reforma interior todos os dias.Com certeza em alguns momentos conseguiremos nada dizer em outros iremos perder sim a paciência.O melhor realmente é nada fazer, pq as pessoas estão cada vez mais violentas e não sabemos o que pode acontecer em situ~ções como essas. O ideal é não confundir gentileza com fraqueza. Ser gentil não tem nada de covardia, medo, submissão. É força e um olhar humano para esse mundo e para à falta de educação dessas pessoas. Bjos

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  8. Nossa amigo são essas e outras situações que nos fazem realmente enxergar a que ponto chegamos no convívio social. Muito legal sua Postura, muito bem escrita sua revolta e sua conclusão sobre ela. assim aprendemos o quanto as palavras de alguém que escreve com o coração tem poder. Saudade de você e mais ainda dos seus textos. grande abraço e mais um vez Parabéns pelo texto que pela situação não revela nada de bonito, mas se enche de beleza pela intenção!

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  9. Muito bom,vc ter falado com mta competencia do faz mta falta atualmente nesta sociedade . Parabens pela reflexão sobre esse tema.Que não percamos esperança e vamos lutar por um mundo melhor e mais justo. obg e abs fraterno.
    Cleusa Rondom

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  10. Parabéns pelo artigo Querido Edson Flávio, compartilho com você o pensamento de Gabriel Chalita do seu livro sobre gentileza... "Não foram gentis com você? Faz parte da travessia. Só não permita que determinem o seu comportamento. Continue sendo gentil!"
    Anna Marcia

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  11. Parabéns Edson Flávio pelo artigo! Está certíssimo, concordo plenamente com vc, tbém penso dessa forma, e só poderemos mudar o mundo através da Educação e muito amor no coração.
    Michelle

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