quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

QUANDO O AMOR ACABA...

Oi gente...
Dias atrás eu escrevi um texto e postei num blog alheio... mas não sei onde salvei o original. Eu lembro que o título era QUANDO O AMOR ACABA, ou algo bem parecido...
Hoje me deu uma vontade de postá-lo no meu blog... e cadê o texto??? Tentei buscá-lo de todas as formas, e numa das buscas, no google é claro, retornou o texto abaixo que é simplesmente muito melhor que o meu...
É um texto forte e que exprime o mesmo desejo do meu: dizer que o amor acaba!
Se eu achar o meu “bendito” texto, eu boto aki.
No mais...beijos pro Zé, Gil, Rômulo, Renan, Fran, Carol, Carina, Carla, Rô e Valéria.


Quando o amor acaba
por Felipe Machado, Seção: Palavra de Homem 17:13:10. 25.09.08

De repente, a mulher tão familiar que está na frente dele do outro lado da mesa do restaurante se transforma numa desconhecida. Em um estalo de dedos, anos de convivência se apagam completamente, como se um gigante tivesse passado uma borracha no álbum de fotos criado pela memória dos dois. O rosto dela lembra vagamente alguém que ele conheceu há muito, muito tempo, mas aquela pessoa já não está mais ali. Se clones humanos existissem, a pessoa do outro lado da mesa do restaurante certamente seria um deles.
O mal-estar é recíproco, mas de natureza diferente. Ao contrário dele, ela sabe muito bem quem está na sua frente – bem até demais. Ela sabe que o que está sendo prometido nunca será cumprido; sabe também que a voz dele diz uma coisa, mas a realidade do cotidiano diz outra. Se houvesse uma máquina capaz de traduzir a alma desse homem, aí talvez ela pudesse acreditar no que ele está dizendo. Nessa noite, porém, as palavras soam mais uma vez como sons sem sentido, frios como os copos intactos sobre a mesa do restaurante.
Dizem que as mulheres se casam imaginando que vão mudar os homens; os homens se casam acreditando que as mulheres não vão mudar. Mas a verdade é que as coisas mudam, mas as pessoas, não. Por que, então, esses dois insistiram tanto tempo e esforço no amor? Porque é da natureza humana. Porque é da inevitável e desumana natureza humana.
Ao contrário do que dizem os poetas, amor acaba, sim. Não há nada de
romântico nisso, apenas uma verdade pragmática e palpável. Se você tem apenas um copo d'água para beber, é bom saciar a sede antes do copo ficar vazio. Às vezes apenas esse copo é suficiente, mas há ocasiões em que nem todos os mares do mundo podem acalmar seu coração.
Então é isso. Fim.
Quando o amor acaba, o monstro que estava escondido debaixo do tapete da
sala acorda e domina rapidamente o apartamento. Frases que nunca deveriam
ter sido sequer pensadas são pronunciadas com a determinação dos carrascos. Não se pode atravessar uma ponte que foi queimada; com as palavras acontece a mesma coisa.
Agora os dois se olham e sabem que não têm mais o que fazer. Dentro deles há uma dor contínua, uma tristeza que sai pelos olhos. Os dois corações estão vazios, porque no lugar daquele amor todo agora não existe nada. E a vida segue assim, imperfeita.

Artigo encontrado em :http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/?title=quando_o_amor_acaba&more=1&c=1&tb=1&pb=1

5 comentários:

  1. ahimmmmmmmmmm!!!! rs.... isso era tudo o que eu precisava ler nesse EXATO momento!!!! gatooo, vc é tudo, te amooooo!!!! beijoca da Jammer

    ResponderExcluir
  2. Ahhhhhhhhh.. Esse texto é perfeitooooo..
    Mas eu ainda acredito q exista uma maneira de cultivar esse amor, para q ele não morra..
    Claro q isso n dá certo em todos relacionamentos né, pq não depende só de uma pessoa. Quando só uma luta, uma hr ela cansa..

    Parabéénsssss pelo blog maneiro Ed. Fláviooo..

    Brigada pelooo bejim dedicadoo.
    Vc eh um fofo,
    BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEJUUU

    ResponderExcluir
  3. Eu não concordo muito com o autor.
    O AMOR nunca acaba. AMOR que acaba é que nunca existiu. Nós, talvez, não tenhamos , ainda, a dimensão do que seja AMAR.
    Um grande escritor, estudioso da natureza humana, religioso, Paulo de Tarso, explica bem o que é o amor em suas cartas aos Corintios quando disse: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba..."
    Eu ainda prefiro ficar com o redivivo de Damasco.
    Nós na maioria das vezes acreditamos estar amando quando na verdade estamos tentando possuir alguém, como se esse mesmo alguém fosse algo. Nos decepcionamos depois, porque nunca quisemos enxergar quem verdadeiramente era aquela pessoa, que no momento do encantamento idealizamos como num sonho.
    Talvez seja isso que construímos, um sonho... não queremos saber quem realmente são as pessoas. Daí está certo o autor quando enfatiza que nós queremos mudar o outro, mas nunca queremos mudar a nós mesmos.
    E quando passam as ilusões e o Tempo revela toda a máscara da conquista, nos deparamos com alguém que nunca admiramos, que nunca nos interessou, que nunca AMAMOS. Talvez seja a isso que o autor se refira, ao AMOR que nunca existiu, esse sim, sempre ACABA.

    ResponderExcluir
  4. Oie...
    Obrigada pelo beijo! AMEI!
    Vou ser sincera e espero que não me entenda mal; não concordo plenamente com o Autor pois acredito que o ser humano ainda não aprendeu o verdadeiro significado do amor. Vivemos em um mundo extremamente egoísta e consequentemente aprendemos isso desde cedo. Amar está em superar isso e só assim conseguiremos saborear o verdadeiro amor.
    Bjs, bjs, e mais bjs.

    ResponderExcluir